Thursday, May 15, 2014

Um dia vou olhar para trás e dizer "Como é que eu fui capaz...?". Começa a instalar-se essa noção, aos poucos.

Friday, May 09, 2014

Não é definitivo

Na viagem para a neve, e com muita sorte, a carrinha avariou, pelo que tivémos muito tempo para conversar. E conversar é com ele, tem sempre qualquer coisa para contar! Começa sempre as frases por "Olha madrinha, sabes..." e fica muitas vezes com aqueles olhos grandes e brilhantes perdidos no pensamento, enquanto constrói a frase e organiza o pensamento. Dessa vez não foi diferente:

"
Ele - Olha madrinha, sabes, uma vez, estava na praia com a M. e encontrámos um provisório!
Eu - Um quê?
Ele - Um provisório, não sabes o que é??????
Eu - Não, não estou a perceber o que é.......
Ele - Aquela coisinha que até tem uma borrachinha enrolada na ponta....!!!!
Eu - AH, um preservativo!
"

E foi a gargalhada geral! Quando lhe perguntei se sabia para que era, respondeu-me descontraído que era para fazer "o sexo"; garantiu-me que não lhe tinham tocado, só um pau que tinham ido buscar para o efeito. Ainda lhe falta descobrir muita coisa, mas do alto dos seus dez anos está cheio de certezas.

Thursday, May 08, 2014

Your hand in mine

Quero guardar este som, por isso vou deixá-lo aqui:


Tem um quê de força e de mão apertada. Apertada.

Sunday, May 04, 2014

Não há nada que os amigos não curem

Tem sido a máxima nos últimos cinco meses (já lá vão cinco meses). É por isso que não estou doente, porque temos amigos que me curam, tenho amigos que só precisam de existir, de estar, de aparecer. Temos a cumplicidade de quem troca palavras com o olhar e o à vontade de quem diz o sente e não apenas o que pensa. Temos amor de verdade. Este fim-de-semana foi assim, feliz. Os primeiros dias de sol dos últimos cinco meses (e já lá vão cinco meses....). Há coisas que nunca mudam e pessoas que nunca falham e é por isso que eu me levanto a cada queda, é por isso que não me falta a força e a vontade de continuar.
Vou guardar o som das ovelhas a ecoar, o barulho da água a bater na margem, o sol quente e brilhante, a melodia da viola, as estrelas no céu, as gargalhadas soltas, a paisagem, o Alentejo. Vou guardar Évora que, como dizia o Pintinhas, é melhor do que tudo e vale sempre a pena recordar.
Memória substituída. Ou pelo menos quase!