Tuesday, March 04, 2014

A morte: o filme da tua vida

Cada vez me convenço mais que é disto que se trata: um filme. A morte é um filme assistido com consciência. A morte é uma sala de cinema onde tu és ao mesmo tempo o protagonista e o público que assiste. A diferença está na visão com consciência. Tu vês com os olhos abertos e com o coração no lugar certo, a sentir com verdade, sem ilusões ou falsas consolações. Assistes às tuas escolhas, mas à luz da consciência, sempre a consciência, porque é ela que julga. É nesse inferno que vais arder (ou não), no da tua consciência, na noção do erro, da falha, da dor, da mágoa, do egoísmo, da luxúria e futilidade. Nesse momento tu sentes com consciência e sentes o que feriste, magoaste, ignoraste. Nessa curta metragem que é a tua vida, tu descobres quem tu és, quem tu foste e o que todos viram de ti. É da nossa consciência que devemos ter medo, nada mais. É de não a ter. A morte é um filme que se assiste e todos temos bilhete comprado.

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