Friday, July 18, 2014

Fechada

E fechada a porta, espero agora que se abram muitas janelas, portadas, postigos e tudo o mais por onde possa passar. M de Mais ou Menos, de Mãe, de Madrinha, de Melhor, de Maria. Ironicamente vim parar à fracção J que quero acreditar que seja de Juventude. Irónico, mas a vida tem destas coisas. O blogue esse, também vai fechar, com a mesma idade de tudo aquilo que tenho para deixar para trás, precisamente sete anos.



E curiosamente - e uma vez mais, ironicamente - termino como comecei , há sete anos atrás..... parece que as palavras não perderam o sentido.


Quebrar...

Quero dizer-te que foi bom ter quebrado, na altura certa...tenho cá tudo guardado e foi positivo.

Agora que parti...

Foi tão bom ter-te perdido
Como ter-te encontrado.
Tudo o que tinha vivido,
Fica agora muito mais marcado

No meu viver, conhecer,
Na minha experiência de amar
Em todo o meu poder
Perdoar....

Na verdade, houve um dia
Que não fui tua, de ninguém.
Apenas pedia...
Que houvesse alguém

Que me ouvisse,
Que acreditasse
No que vivíamos!
Não notando eu

Que não mais eras meu.
Apenas existias ali,
Não para nós,
Para ti.

Um dia decidi partir,
Dizer ao mundo que amar
Não era mais o meu sentir,
Dizer que parar
Não era desistir...

Gosto

Gosto daquela batida baixa, seca, funda. Gosto daquele som igual e sequencial que vai diferindo aos poucos, como se a descobrir qualquer coisa. Gosto de pouca luz, de média luz e um copo de vinho tinto. Gosto de amarelo. Gosto do meu espaço e do silêncio que só se instala se eu deixar. Gosto desta sensação de escrever, do conforto que a escrita me traz. Gosto do calor na areia nos pés, quando os enterro nela. Gosto do sol a aquecer-me a pele. Gosto do arrepio que isso me causa. Gosto do cheiro da noite, o escuro e molhado.Gosto de me imaginar noutros sítios quando estou aborrecida. Gosto de pensar que posso fazer tudo e que apenas eu própria posso ser o meu limite. Gosto.

Friday, June 27, 2014

O tempo não pára.....

E ironicamente este ano sai esta música:



E logo com este título! É o universo a conjugar-se para nos dar subtis lições.... ou meras coincidências que gosto de transformar em pequeninas aprendizagens. Esta é daquelas que parece escrita para mim, há fases na vida assim, em que todas as músicas parecem escritas para nós. Ou sou só eu a pensar assim? Ora vejam lá:


Eu sei
Que a vida tem pressa
Que tudo aconteça
Sem que a gente peça
Eu sei
Eu sei
Que o tempo não pára
O tempo é coisa rara
E a gente só repara
Quando ele já passou
Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui
Cantei
Cantei a saudade
Da minha cidade
E até com vaidade
Cantei
Andei pelo mundo fora
E não via a hora
De voltar p'ra ti
Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui
Não sei se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui





Thursday, May 15, 2014

Um dia vou olhar para trás e dizer "Como é que eu fui capaz...?". Começa a instalar-se essa noção, aos poucos.

Friday, May 09, 2014

Não é definitivo

Na viagem para a neve, e com muita sorte, a carrinha avariou, pelo que tivémos muito tempo para conversar. E conversar é com ele, tem sempre qualquer coisa para contar! Começa sempre as frases por "Olha madrinha, sabes..." e fica muitas vezes com aqueles olhos grandes e brilhantes perdidos no pensamento, enquanto constrói a frase e organiza o pensamento. Dessa vez não foi diferente:

"
Ele - Olha madrinha, sabes, uma vez, estava na praia com a M. e encontrámos um provisório!
Eu - Um quê?
Ele - Um provisório, não sabes o que é??????
Eu - Não, não estou a perceber o que é.......
Ele - Aquela coisinha que até tem uma borrachinha enrolada na ponta....!!!!
Eu - AH, um preservativo!
"

E foi a gargalhada geral! Quando lhe perguntei se sabia para que era, respondeu-me descontraído que era para fazer "o sexo"; garantiu-me que não lhe tinham tocado, só um pau que tinham ido buscar para o efeito. Ainda lhe falta descobrir muita coisa, mas do alto dos seus dez anos está cheio de certezas.

Thursday, May 08, 2014

Your hand in mine

Quero guardar este som, por isso vou deixá-lo aqui:


Tem um quê de força e de mão apertada. Apertada.

Sunday, May 04, 2014

Não há nada que os amigos não curem

Tem sido a máxima nos últimos cinco meses (já lá vão cinco meses). É por isso que não estou doente, porque temos amigos que me curam, tenho amigos que só precisam de existir, de estar, de aparecer. Temos a cumplicidade de quem troca palavras com o olhar e o à vontade de quem diz o sente e não apenas o que pensa. Temos amor de verdade. Este fim-de-semana foi assim, feliz. Os primeiros dias de sol dos últimos cinco meses (e já lá vão cinco meses....). Há coisas que nunca mudam e pessoas que nunca falham e é por isso que eu me levanto a cada queda, é por isso que não me falta a força e a vontade de continuar.
Vou guardar o som das ovelhas a ecoar, o barulho da água a bater na margem, o sol quente e brilhante, a melodia da viola, as estrelas no céu, as gargalhadas soltas, a paisagem, o Alentejo. Vou guardar Évora que, como dizia o Pintinhas, é melhor do que tudo e vale sempre a pena recordar.
Memória substituída. Ou pelo menos quase!



Tuesday, March 25, 2014

É cedo. Para querer, para concretizar. Ainda há uma montanha russa de emoções, de incertezas e indefinições, como que vento na cara, dor na barriga, medo, euforia, entusiasmo, queda livre. Tudo ao mesmo tempo. É cedo. Um dia vai deixar de ser.

No tempo da escola

Quando fui para o ciclo o meu pai trabalhava nessa mesma vila onde a minha escola existia. Desde aí que partilhamos hábitos de viagem. Saíamos muito cedo e quando o tempo era mais frio, o vidro do carro tinha uma crosta de gelo colada que o meu pai desfazia com a água da mangueira que estava sempre ali à mão; às vezes tinha que ir buscar água morna, que a fria não fazia o gelo derreter. Lembro as manhãs geladas, mas de sol; lembro as ervas verdes na beira da estrada como que cristalizadas pela geada; lembro as mãos geladas que esfregava uma na outra para aquecer; lembro o cheiro do frio e da névoa que de manhã ainda se fazia sentir.
Fazíamos as viagens numa 4L branca que o meu pai chamava de "carro de assalto" porque, dizia, andava por todo o lado. Por vezes atalhávamos caminho por uns campos com searas altas ou por terrenos plantados de oliveiras onde volta e meia ficávamos atascados. Depois era chamar quem por ali andasse a cultivar ou a passar na estrada, levantava-se o braço e sempre parava alguém; uns traziam umas tábuas, outros empurravam e de lá se tirava o "carro de assalto" com muitos agradecimentos e alguma conversa. Às vezes ainda vinham umas couves ou uma galinha que chegavam com as tábuas e que acabávamos por aceitar. Eu soprava porque a idade não permitia outra coisa; refilava muito e aborrecia-me de chegar tarde a casa e de termos sempre que experimentar os caminhos novos porque eram mais curtos. Hoje vejo que nada era um problema, ninguém era estranho e não havia nada que não se resolvesse.

Levávamos sempre o tempo contado e chegar atrasado era só se fosse depois da hora da aula começar; se a aula começava às nove, só estávamos atrasados às nove horas e um minuto, antes disso ainda íamos a tempo. Fazíamos sete minutos do cruzamento à entrada da escola; não eram cinco, nem dez, eram sete. O relógio estava sempre certo e ia como bússola, central no carro, mas não era o suficiente para chegarmos a horas, ou melhor, chegávamos sempre a horas, nunca atrasados. Eu já sabia que tinha que sair a correr e ir directa à sala. Via o horário na capa do caderno para saber qual era o número da sala e tinha tudo pronto nos sete minutos para não demorar ainda mais a sair do carro. Lembro o calor que deixava dentro do carro e o frio que se voltava a sentir fora dele.

Regressávamos à noite. Fazia sempre um esforço por não adormecer para ele não ter que fazer a viagem sozinho, então conversávamos sempre muito. Nem sempre resultava e por vezes o cansaço vencia, principalmente na altura dos exames, então ele desligava o rádio para não fazer barulho e nunca, nunca me acordava.

E assim se passaram oito anos, sem existir rotina porque as aventuras eram sempre muitas. Havia sempre espaço para o próximo, para pensar no bem estar do outro; os meus amigos eram os nossos amigos, quem ia lá a casa era da família e toda a gente se sentia lá bem. São tesouros em forma de memórias, são momentos que definem o que somos, são recordações que trago sempre comigo e que ainda hoje me ensinam tanta coisa. Só atascamos se deixarmos, se baixarmos os braços em vez de os levantar, se não estivemos atentos o suficiente para saber usar uma tábua. O problema só passa a existir quando desistimos de procurar a solução, mais ou menos à mesma hora que estamos atrasados.

Friday, March 07, 2014

Hoje, oficialmente.

E foi hoje que se tornou oficial. Para o mundo, não para mim. Tenho um carimbo na testa e um ferro em brasa no coração. Lá, no mesmo sítio onde oficializámos o que construímos, oficializámos hoje o que se desmoronou. Tinha que ser assim porque não podia ser de outra maneira. Não há mais argumentos ou explicações, foi assim. "Há gente que fica na história, na história da gente; e outras de quem nem o nome lembramos ouvir", já dizia a canção. O dia de hoje vai ficar no meio desta definição, até um dia se perder e ficar apenas aquela memória antiga, aquele travo de aprendizagem misturado com passado. Uma coisa é certa, tão cedo não me vou permitir sofrer.



Tuesday, March 04, 2014

O blogue vai fechar

E como se avizinham muitas mudanças - e para melhor muda-se sempre - há que começar de novo. E neste meu espaço que já existe há tanto tempo quanto o que eu tenho que refazer, também vai haver mudança. Por isso decidi fechar o blogue. Não sei quando, não sei se abro outro, só sei que este vai deixar de existir, de fazer sentido. Se calhar faço um livro como fez o Oso e arrumo dois assuntos :)
Em contagem decrescente para mudar de casa, vou mudar também de blogue para a mudança ser ainda mais radical. Se é para recomeçar, que seja de novo. Já sabem, o último a sair, apaga a luz. Eu depois aviso.

A morte: o filme da tua vida

Cada vez me convenço mais que é disto que se trata: um filme. A morte é um filme assistido com consciência. A morte é uma sala de cinema onde tu és ao mesmo tempo o protagonista e o público que assiste. A diferença está na visão com consciência. Tu vês com os olhos abertos e com o coração no lugar certo, a sentir com verdade, sem ilusões ou falsas consolações. Assistes às tuas escolhas, mas à luz da consciência, sempre a consciência, porque é ela que julga. É nesse inferno que vais arder (ou não), no da tua consciência, na noção do erro, da falha, da dor, da mágoa, do egoísmo, da luxúria e futilidade. Nesse momento tu sentes com consciência e sentes o que feriste, magoaste, ignoraste. Nessa curta metragem que é a tua vida, tu descobres quem tu és, quem tu foste e o que todos viram de ti. É da nossa consciência que devemos ter medo, nada mais. É de não a ter. A morte é um filme que se assiste e todos temos bilhete comprado.

O Nózinhu está mais leve

E para acabar de vez com a masculinidade nesta casa, o Nó já não tem tintins. É oficial e está oficialmente comunicado. Vá lá, vá lá.....a capar alguma coisa, que seja o gato.
Isto é estranho. Mas de alguma forma faz-me lembrar o Verão. Acho que gosto.


Wednesday, February 19, 2014

A primeira frase desalinhada

....E eis que ele diz:
- Sinceramente, uma mulher casada a falar de homens em calções largos....!
Eu respirei fundo e voltei ao código....

Não se pode morar nos olhos de um gato (e eu que pensava que sim...)






Poema do Desamor 

Desmama-te desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato

Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato

Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato

Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato

Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato

Alexande O'Neill (Poeta português, 1924-1986)

Tuesday, February 11, 2014

Tás velho quando...

Lembras-te de um post que escreveste há pouco tempo. Vais a ver e foi há 3 anos......
Mais do que perpetuar a vida, eu quero eternizar momentos, os bons claro, já que os restantes vivem por eles próprios. Mas eu depois explico-vos com mais tempo.

Monday, February 10, 2014

Hoje é um dia não....efectivamente.....dass!

Thursday, February 06, 2014

O calor

E já que o tempo não aquece, os amigos fazem-no por ele! Quanto a vocês não sei, mas para mim não há nada mais quentinho do que chegar de manhã e encontrar um email, uma mensagem, um rascunho - qualquer coisa! - com as palavras aconchegantes de um amigo! Abre-se um sorriso natural, sem precisar de convencer ninguém ou justificar alguma coisa. Tenho uma label Amigos onde os guardo todos. E é disto que sou feita.

Tuesday, February 04, 2014

Informação

Informamos os nossos estimados leitores que este espaço se encontra temporariamente deprimido. Para coisas alegres e/ou fúteis, por favor volte dentro de alguns meses.

Obrigada.

A gerência.

Big Black Hole & The Little Baby Star

"You're always gonna find problems 
That's just the way things are 
Now how you choose to deal with them 
make problems what they are "

Monday, February 03, 2014

Amigo é, mais do que sofrer contigo, sofrer por ti. Estamos juntos. Para sempre.

Hoje

Ainda tiro quatro pratos para a mesa.
Ainda levo duas fronhas para a cama.
Ainda digo nós.
Ainda sinto que me falta alguma coisa na mão esquerda.
Ainda oscilo no humor e no querer.

O pior já passou. E amanhã será um outro dia.

A hundred reasons






I hate to see the shadows
Form around your eyes
It takes me quite a while, to smile

When all is said and done
Is this the end?
No this is where we find a hundred reasons
Not to grow apart
Not to grow apart

We'll never break apart
I will follow you into this
I will make sure we stay right here
I will find a way to stay alive
I will follow you into this
I will make sure you'll stay right here
I will find a way to stay alive
I will follow you into the end

The laughter and the lie in our life
That is where I find, a hundred reasons why

I will follow you into this
I will make sure we'll stay right here
I will find a way to stay alive
I will follow you into this
I will make sure we'll stay right here
I will find a way to stay alive
I will find a way to stay alive
I will follow you the way back home
I will find a way to stay alive
I will follow you into the end
I will make sure we'll stay right here
I will find a way to stay alive
I will follow you into this
I will make sure we'll stay right here
I will find a way to stay alive
I will follow you into this
I will make sure we'll stay right here
I will find a way to stay alive
I will follow you into the void

Viver o ontem

“Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir – é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.
 
Apagar tudo do quadro de um dia para o outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua da emoção – isto, e só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente somos.
 
Esta madrugada é a primeira do mundo. Nunca esta cor rosa amarelecendo para branco quente pousou assim na face com que a casaria de oeste encara cheia de olhos vidrados o silêncio que vem na luz crescente. Nunca houve esta hora, nem esta luz, nem este meu ser. Amanhã o que foi será outra coisa, e o que eu vir será visto por olhos recompostos, cheios de uma nova visão. (...)"


Bernardo Soares (semi-heterônimo de Fernando Pessoa), em “O Livro Do Desassossego”

Tuesday, January 21, 2014

Como é que se esquece?

"Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo." Esta foi a melhor frase deste texto que a minha gaija me fez chegar. Ela que me conhece tão bem e que sempre esteve comigo, não apenas nas grandes noites de ramboia, como também em momentos de amargura e desgosto semelhantes (mas nunca antes tão intensos!) como este. E fez-me bem ler e pensar sobre aquelas frase que tão bem se aconchegam ao que sinto. Eu partilho da mesma opinião, ou de uma em tudo semelhante, é preciso fazer o luto, é preciso aceitar, é preciso arrumar as dores na cabeça porque no coração está tudo chocalhado, está tudo desarrumado e do avesso. É preciso manter a racionalidade, é preciso reiventar a história para se poder acreditar num futuro, é preciso ter fé e acreditar que há caminhos muito para além do que conseguimos compreender, é preciso por vezes não compreender, porque como dizia o Bicho, há uma altura em que deixamos de tentar explicar porque não existe explicação que nos console. E é disto que somos feitos: uns dos outros, porque sozinhos não somos nada. É por isso que não estou sozinha, que nunca estive.
De nada vale fingir que não aconteceu, enterrar a cabeça na areia, ocupá-la muito com trabalho e coisas, coisas, coisas, coisas..... se um dia ou outro, teremos que voltar àquele pensamento, àquela dor adormecida que pode, caso a ignoremos, passar a fazer parte de nós. Eu prefiro ocupar esse espaço com o perdão e com uma ou outra lembrança boa, porque esquecer é definitivamente impossível.

E termina assim:

"O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. "

É tudo uma questão de o deixar correr. E deixo.

Monday, January 20, 2014

Um dia de cada vez

Os domingos são dias difíceis, mas um bom amigo tem sempre um sorriso no bolso. Obrigada N. por tudo.

Friday, January 17, 2014

O que é nosso

De facto, nada é verdadeiramente nosso, nem tão pouco a nossa própria vida, que estranhamente sendo nossa e própria, não nos pertence. E nós que passamos o tempo a fazer planos e a decidir e escolher caminhos, para no entanto tudo ser volátil, tudo se resumir a nada de um momento para o outro, de um instante para um segundo tudo perder o significado, o interesse, a importância, a veracidade. Talvez não seja o tudo ou o nada, mas apenas parte da condição humana que nos permite ser assim, ocos, vazios de nós próprios, pouco para o que esperam de nós. Talvez nos seja permitido, como tudo o é, mas sermos ou não, isso, cabe-nos a nós decidir.

Amanhã, é outro dia.

Doença

psi·co·pa·ti·a 
(psico- + -patia)
substantivo feminino
1. [Psicopatologia Designação genérica das doenças mentais.
2. [Psicopatologia Desequilíbrio patológico no controlo das emoções e dos impulsosque corresponde frequentemente a um comportamento anti-social.



Não esqueçamos que:

an·ti·-so·ci·al 
adjectivo de dois géneros
Contrário à boa ordem social. = ASSOCIALINSOCIAL ≠ SOCIAL

Thursday, January 16, 2014

"És tu que amas, não é a pessoa que é aquilo que tu amas." Portanto, sou eu que vou deixar de amar e não  a pessoa que vai deixar de ser objecto do meu amor. Ou ambos. Na verdade, sou eu que transporto o sentimento, é meu, está em mim, pertence-me. Cabe-me a mim fazer dele o que entender. E vou fazer.

Tuesday, January 14, 2014

O meu pai sempre disse

Amigos, até no inferno. E como sempre, tem razão. Valham-nos os amigos.

Monday, January 13, 2014

E tudo isto me tem feito pensar muito neste conceito. Sejamos abertos, de mente e de coração, sempre de coração. Os outros, são todos aqueles que não somos nós próprios, os semelhantes. E sozinhos não somos nada.

Friday, January 10, 2014

Este gajo sabe da vida...

“É sempre a mesma merda.”

“Por favor, fica comigo”, era o que ele devia dizer, as mãos tremiam-lhe, a voz não sabia o que fazer ao que doía, e acabou por sair aquilo, um grito de socorro disfarçado de declaração de guerra, o pior de amar não é aquilo que amar nos obriga a fazer mas sim aquilo que amar nos impede de fazer, e pensar é estranhamente uma dessas coisas.

Pedro Chagas Freitas

Thursday, January 09, 2014

“I can't go back to yesterday because I was a different person then.” 
― Lewis CarrollAlice in Wonderland

Wednesday, January 08, 2014

E é isto....







Perguntares como é que eu estou não e quanto baste
Quereres saber a quem me dou não é quanto baste
E dizeres para ti morri é um estranho contraste
Nada mais te liga a mim tu nunca me amaste
Telefonas para saber como vai a vida
E mais feres sem querer minha alma ferida
E assim rola a minha dor pássaro ferido
Que não esquece o teu amor estranho e proibido
Deixa-me só por um dia
Deixa-me só por um dia
Minha fria companhia
Minha fria companhia
Dizes ser tão actual ficarmos amigos
No teu jeito natural de enfrentar os perigos
Sem saberes que tanto em mim ainda arde a chama
Que não perde o seu fulgor que ainda te ama
Deixa-me só por um dia
Deixa-me só por um dia
Minha fria companhia
Minha fria companhia
Minha fria companhia

Tuesday, January 07, 2014

Vantagens de ter um amigo gay:

1. Ele não te quer comer (muito importante!)
2. Ele troca opiniões contigo sobre outros gajos
3. Ele diz-te se a tua roupa não te fica bem (isso faz-te gorda!)
4. Se for preciso, ele passa por teu namorado (esta vai com o ponto 1)
5. Para todos os efeitos estás a sair com um gajo (pode ou não ser uma vantagem)

Estas são as 5 principais, mas creio que existam muitas mais, é uma questão de se pensar melhor sobre o assunto. Para mim, estas chegam :)

Ólafur Arnalds

Descobri isto,


Que, mais uma vez, foi o Pintinhas que me mostrou. E é sempre nestes momentos e são sempre estas melodias que encaixam tão bem na melancolia dos meus dias. Vai ser assim, com altos e baixos, uns melhores que outros, uns menos difíceis que outros, mas por agora todos os dias vão custar a passar. E esta luta é minha, vou ter que a vencer sozinha, vou ter que vencer estes meus momentos de apenas eu e a música, as lágrimas e a dor. Vai passar. Eu vou conseguir porque nunca estou sozinha.

Monday, January 06, 2014

Friday, January 03, 2014

E assim se passaram seis anos....

Há seis anos foi assim. E é por isso que é bom ter um blogue em ar de diário, porque nos podemos ver há uns atrás, porque não permitimos esquecer a nossa evolução, o que um dia fomos e o que agora somos. Há seis anos atrás estava ali toda aquela inocência e força próprias da idade, toda aquela vontade de devorar a vida, toda aquela fé. Não quero perder nada disso e por isso uma das decisões para este ano é voltar atrás para recuperar essa fé, para ter a certeza que não a perco, a das pessoas. E para isso é preciso tempo e por isso vou reservá-lo para mim, para escrever mais, ler mais, sentir mais e viver mais. Este ano vão haver muitos novos anúncios, assim o espero e farei por isso.
Fazia tudo outra vez, por mais que soubesse o que ia doer, fez de mim a pessoa que sou. Quando me voltar a encontrar, eu aviso-vos. Até já.

Thursday, January 02, 2014

Ouvi dizer


Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!





É mesmo isto

O Papa Francisco é um homem muito sábio. A juntar a isto tem o nome do meu avô paterno que está no céu a zelar por nós.

" Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens.
Não chores pelo que esta morto, luta pelo que nasceu em ti.
Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo.
Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer.
Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente.
Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade.
Com as coisas que nos vão acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas seguir em frente."
Papa Francisco.

Eu sei que é mesmo isto, eu sei. Estou em fase de mentalização. O pior já passou, agora terei mesmo de seguir em frente.

Wednesday, January 01, 2014

2014, o ano da mudança

Li num livro de Paulo Coelho que apenas três coisas nos levam à mudança: o amor, os sonhos e o sofrimento. Terminei 2013 com um misto de tudo isto. Não há como não mudar, não há como não dar a volta por cima e fazer deste 2014 um ano de mudança. E para melhor melhor muda-se sempre.