Friday, September 27, 2013

Bárbara & Ken

Primeiro gosto da frase "toda a roupa faz pandan" - que nem sei se é assim que se escreve - e depois gosto mesmo muito da melodia. E é só isso, a história está engraçada, a voz tem um timbre interessante, mas esta melodia e o som das cordas, é mesmo o melhor. E de cada vez que o stress se apodera de mim, oiço esta música - é mentira senão estava mesmo em loop todo o dia e andava sempre de auscultadores nas orelhas!!
Faz-me sempre pensar em como seria bom se o J. não tivesse perdido o gosto pela guitarra e pudesse chegar a casa e ouvir uma coisa deste género no meu sofá. Pode ser que um dia ele me faça a vontade, assim a pedir publicamente, ao mundo. Pode ser.


Thursday, September 26, 2013

O gato

Então eu que sempre gostei de gatos gordos para apertar a barriga, agora tenho um que perde peso?? Perde peso?? Mas o que é isto? Não bastava ter 800 gramas de gato em casa - quase o mm que compramos de fiambre - como ainda me perde 60 gramas em 15 dias! Mas o que vem a ser isto? Já mandei um SOS-Mãe para a engorda do gato, ninguém melhor que as mães para fazerem engordar qualquer criatura! :)
Aqui no trabalho um rapaz perdeu a irmã no espaço de um mês. Primeiro era uma dor de cabeça, depois um cancro e depois um telefonema a dizer que não tinha resistido. 41 anos, dois filhos, marido, uma vida feliz cheia de planos e sorrisos. A morte é assim, ligeira e quase aleatória. Paz à sua alma e muita força para os que cá ficam. Há que ter coragem, há que reinventar a história e guardar apenas as boas memórias, as que nos movem e não as que nos param. Força com F.

Tuesday, September 24, 2013

Yoga - Ioga

De volta às práticas de Yoga! Posso mesmo dizer que nos últimos meses, foi a melhor coisa que me aconteceu, isso e férias....bom, e o Onofre que tem o melhor das duas coisas - menos o nome, coitadinho!
Na minha empresa houve uma alma caridosa - mesmo! - que decidiu dar umas aulas em troca de 15 € mensais em bens necessários, que são posteriormente doados a uma instituição. Ainda há gente solidária! Não só é bom pela prática, como pelo horário, são 5 minutos e estou pronta para relaxar! Directamente, da programação para o relaxamento. Depois de tanto tempo parada, o que mais custa é respirar e meditar, sinal de que o mais difícil de educar é mesmo a mente, porque o corpo aguenta, melhor ou pior. Curiosamente, coincidiu com a altura em que voltei ao blogue, com estes posts pouco interessantes e que quase ninguém lê. Foi para vos desenferrujar os feeds :p
Cansei a minha criatividade, tanto que agora preciso dela, e nada! Será que isto vai durar muito tempo?

Thursday, September 19, 2013

Ninguém me disse que a vida ia ser fácil, ninguém me disse.....

Wednesday, September 18, 2013

Olá o meu nome é Lamelas

Quando vi o gato assim tão rameloso, só me lembrei disto:


Por mim até podia ter ficado Lamelas, ou mesmo Ramelas, bem melhor que Onofre :)


Há muito tempo que não moía tanto num assunto. Se calhar estou mesmo a ficar velha e preocupo-me demasiado com o que os outros ficam a pensar ou a sentir. Se calhar cresci. O facto é que há muito tempo que não ficava mal com alguém, com aquela sensação de discussão de liceu - e foi mesmo o que foi. Andava-me a moer tanto que tive que dizer. Eu e a mania de dizer. Saiu-me mal, a altura, as palavras. Mas continuo a acreditar que a intenção era boa, eu só queria conversar. Mas é difícil quando só ouvimos. Mas quando é que eu há dez anos atrás remoía em alguma coisa ou ficava a pensar se devia ou não ter dito daquela ou desta maneira, se a pessoa tinha ficado mais ou menos ofendida? Realmente, há uma altura na vida em que começamos a medir as palavras. Eu pensava que já tinha chegado a essa altura, mas afinal ainda não as controlo todas. Nem as palavras, nem a altura de as dizer. Se calhar, se tivesse escrito este post antes, não tinha usado tantas palavras depois. Agora é tarde, está dito. Vai ter consequências, só espero que a longo prazo sejam boas e que por agora, consiga perdoar.

Monday, September 16, 2013

Onofre, o gato

Depois de carregar os gatos da rua para casa, o MQT convenceu-se que estava na altura de termos o nosso gato. Já a conseguir respirar correctamente na presença desses bichos felpudos, estava já a ressacar do ronronar lá por casa. Fomos então no início da semana a casa dos pais do S. que tinham por lá muitos gatos, correndo livremente pelo quintal. Quando lá chegámos estava, pousada sobre a arca frigorífica, uma caixa de sapatos. Não era uma simples caixa de sapatos, era uma caixa disfarçada de passador, toda ela furada! E como se a tampa não bastasse, havia um cordel azul, muito atado à volta da caixa. Mas como se tudo isto não fosse suficiente, estavam ainda pacotes de vinho em cima da caixa, não fosse a fera de lá querer sair, rasgar a caixa, desatar o nó e abrir a tampa e não ter nada em cima!! Eu fiquei chocada, já que a última vez que tinha tido um gato daqueles em casa, o meu pai teve que desmontar o bidé da casa de banho porque ele entrou pela parte de trás e ficou juntinho aos tubos a soprar como se fosse muito mau! Já estava a imaginar a fera a soprar e a arrufar, com o pêlo muito em pé e o MQT a querer devolvê-lo no dia a seguir. Enfim, lá convenci o S. a tirarmos os pacotes de vinho e a corda azul e a levá-lo só na caixa, com muita recomendação dele para que tivesse cuidado, não fosse a fera saltar lá de dentro a meio da viagem! E lá viemos com muito cuidado rumo a casa a ouvir os "miu" típicos de um gatinho assustado. Era só isso que vinha dentro da caixa, um gatinho assustado dentro de uma caixa escura e fedorenta; a fera ficou lá, não chegou a sair da imaginação do S. É só um gato pequenino que nunca mais viu a mãe nem os irmãos, só por isso já dava direito a miados! Ora não fosse o trauma o suficiente, o MQT decidiu chamar-lhe ONOFRE. Mas quem é que chama a um gato ONOFRE? Onofre? É que nem dá para Ono ou Ofre ou Nono....nada, não há volta a dar! Curiosamente ele começou a dar sinais de doença depois de lhe darmos o nome, eu disse ao J. que não era coincidência, era uma forma de manifestar desagrado, o gato não gosta de ser Onofre. Para mim vai ser sempre o gato, e ele vem. A gente entende-se. Pior é na sala de espera do veterinário, quando chamam "A dona do Onofre por favor" e eu baixo a cabeça a tentar disfarçar de que aquela chamada é para mim, que eu não dei ao meu gato pequeno e fofo o nome de Onofre!
Seja como for, está cá em casa, dorme ao colo enquanto estamos no pc e faz muito ronron como eu já tinha saudades! E aqui vos deixo umas fotos da fera, mas cuidado não se aproximem muito que ele é muito mau, ui, ui! :P



Upa upa de mauzão!

Thursday, September 05, 2013

O controlo

Controlarmos aquilo que nos perturba ou irrita é realmente difícil. Acredito que seja algo que se treine para posteriormente dominar. Também acredito que se nos conhecermos minimamente a nós próprios e não nos mentirmos, conseguimos compreender que a nossa reacção é diferente do nosso pensamento racional, que no fundo sabe que toda aquela explosão de sentimentos e vontade de cometer loucuras, vão acabar por desaparecer numas horas, quando voltarmos ao mundo real e rotineiro que nos rodeia ou quando nos deparamos com os problemas dos outros, tantas vezes tão mais dolorosos do que uma então pequena situação irritante. Pudesse eu naquele ínfimo segundo pensar em tudo isto e dominar-me para não me aborrecer ou chatear. Felizmente a vida continua, felizmente o tempo passa, porque esse realmente tudo cura. Por maior que seja o sofrimento, é mesmo preciso seguir em frente - dito assim parece tão fácil e banal! - agora compreendo quando a minha mãe dizia que se não fosse o tempo a passar e a pessoa esquecer, muitas vezes se morria de desgosto, tamanha dor e desconsolo. Acredito que sim; em situações muito extremas, se nos deixarmos levar por alguns sentimentos, tão negativos como poderosos, podem mesmo controlar a nossa vida. Não vivendo eu estas amarguras extremas, mas conhecendo gente que as vive, vou continuar a praticar com estas pequenas situações do dia-a-dia para que possa encontrar nos verdadeiros problemas, plausíveis soluções.

Wednesday, September 04, 2013

Tás velha quando....

A senhora que te está a vender os cremes para a cara te diz "Aqui temos uma gama mais leve, para peles jovens" e não olha para ti, depois continua "e aqui uma gama para peles mais maduras e tratamento para manchas escuras" e agora sim, olha para ti, e depois conclui "e esta já uma gama mais avançada, para peles com rugas e outra idade mais avançada", não dando muito importância a esta última, mas ainda assim, referindo o "mai avançada" - como mais? Parece que já tenho uma pele madura. Bom, ao menos não está a cair de madura. A pele já está, só falta o resto :P

E afinal parece que não....

Ora vejam lá se não era mais que motivo para o deixar lá:



Pois claro, até porque ele não se foi embora o dia todo! E podia ter ido, mas não foi! Para começar era uma gata, super fofa e com uns olhos azuis ginórmicos e depois estava muito feliz. Quando a consciência chegou a casa naquela noite e nos encontrou às duas muito enroscadinhas no terraço, ela já com caixinha de areia e alcofa e eu de portátil e óculos postos, heis que exclama a frase "Então mas tu foste roubar o gato à vizinha?" Eu??? Eu não! Rou-quê? Ah, nem pensar! Mas nós temos vizinhos? Nunca dei por isso....
Enfim, os meus argumentos não foram suficientes e o MQT lá ligou para a vizinha a explicar que a gatinha tinha lá ido ter, já por muitas vezes e que se ela não a quisesse, nós podíamos ficar com ela, sem problemas. Mas a vizinha queria a gatinha porque já tinha tido uma preta que também tinha desaparecido misteriosamente e que o filho, quando a ia visitar, gostava de ver lá a gatinha. Se a outra tinha desaparecido, se calhar era um sinal! E se o filho gostava de ver a gatinha, podia lá ter ido vê-la a casa! Era tudo muito simples de resolver, não estava a compreender o problema. Mas pronto, a consciência naquele dia estava muito explicativa e lá levamos a gatinha de volta ao terraço da vizinha. Eu fiquei a pensar que não devia ter feito aquilo, primeiro porque não é simpático para com a vizinha e depois porque já me estava a apegar à gata. Fiquei a pensar que voltava, mas depois percebi, no dia a seguir, que a vizinha já não a deixou na rua e isso fez-me sentir aliviada, afinal a minha acção tresloucada, tinha servido para alguma coisa! E não foi só para isso, o MQT já percebeu que realmente, precisamos de um gato naquele terraço. A C. tinha razão, se tudo lá vai parar, porque não um gato???

Monday, September 02, 2013

Hoje há uma parte do jantar que é biológica

Antes:


Depois:




Fui adoptada por um gato!

Pelo menos é o que eu vou dizer aos meus vizinhos quando eles me perguntarem o que faz o gato da vizinha no meu terraço! Todo ele é dado, meigo, esperto e magro! Ora, dei-lhe comida uma vez, quando supostamente a vizinha foi de férias; depois disso sempre que o via na porta do prédio era todo um miado e um ron-ron sem fim. Tão magro que eu continuei a dar-lhe comida e ele continuava a comer. Hoje à hora do almoço a história repetiu-se e eu decidi levá-lo para o meu terraço, até fomos de elevador e ele tão assustado, que sentia o coraçãozinho a bater na minha mão, que o segurava; mas não me virou as unhas, cravou-as antes na parede da entrada do elevador, como quem gritava "não me metas dentro dessa caixa!!" Depois de estar lá dentro foram uns quantos miados e chegámos. No terraço não estranhou, e como a "curiosidade matou o gato" - mas não este - começou logo a descobrir cantinhos e recantos. Servi-lhe uma taçada de ração - do tempo em que tínhamos decidido ter um gato, no mesmo tempo que a mim me faltava o ar - e uma taça de água. Depois tracei o leite meio gordo com água e dei-lhe morninho, como todos os gatos gostam e pronto, comeu, comeu, comeu, bebeu, bebeu....até se fartar. Depois escolheu um vaso e foi dormir lá para dentro. O terraço é aberto, ele só fica se quiser. Parece-me justo. Mas agora o J. diz que temos que ir dizer à vizinha, porque o gato não é nosso. Eu acho que isso são pormenores, os gatos são de quem eles quiserem, não fomos nós que adoptámos o gato, foi o gato que nos adoptou a nós! Não tenho culpa, hunf!