Wednesday, April 18, 2012

Para o que lhe havia de dar!

Pois é verdade, deu-me não só para plantar coisinhas em vasos, como também para pintar os meus próprios vasos. Também me chegou a dar para pintar umas telas pequeninas, mas resultou numas galinhas que o meu gaijo dizia que eram para os dois anos de idade e que tinha enganado no grau de aprendizagem. Eu expliquei-lhe que os artistas são assim, abstractos, mas ele não compreende....porque não é artista. :D

Portanto, o resultado é este:


Um cantinho colorido e simpático! :) Ervas aromáticas para cozinhados apetitosos! 

A última aquisição está aqui:



Um dia vão ser Tulipas :) Ou então não! Estas são especiais porque marcaram uma visita à cidade das bicicletas, das drogas "mais-ou-menos legalizadas" e das meninas despidas em montras. Mas o que a cidade tem de melhor é o quentinho no coração de quem fomos visitar - e de quem não fomos, o que significa que temos que voltar ;) Para não trazer só as saudades, trouxe também uns sacos de bolbos que plantei em terra firme e portuguesa, na esperança de agradar a estas coloridas holandesas.

Também cá há legumes! Esta semana os espinafres começaram a aparecer:


Sim, sim a minha mãe é capaz de ter razão quando diz que dá para uma panela de sopa (que é muito importante!) e mal! Mas  acredito que dê para duas :) A ideia é experimentar, o que se der este ano e render, é o que vai ser plantado para o ano, é tipo concurso. A verdade é que crescemos no meio de coisas simples como ter uma horta, como ter que interromper a brincadeira porque a mãe pediu para irmos buscar um ramo de salsa; mas que chatice, interromper a brincadeira para ir buscar ervas, ainda por cima a salsa está misturada com os coentros e com a hortelã-pimenta e é tudo verde e recortado! Naquela altura era uma chatice, mas agora tenho bem presente o cheiro nas mãos depois de colher o ramo das ervinhas, a sensação fresca nos dedos e o sabor do tempero. Lembro-me de andar no meio das canas do feijão-verde, a fazer de conta que percorria intermináveis cavernas e a sentir aquela energia própria de quem está escondido e ao mesmo tempo a fazer o que não deve - no caso, a pisar a horta. O meu pai sempre gostou de ter uma horta, mas como não tinha muito jeito, lá ia arranjando quem o ajudasse na demanda; a minha avó materna, contrariamente, sempre teve muito jeito para jardinar e sempre ouvi dizer que a ela "as flores lhe nasciam nas mãos". Eu estou a descobrir a que lado da família puxei no que toca a plantas e verduras, mas diria que até à data, estou a sair-me muito bem. E como diz o outro, para pior antes assim!

2 comments:

Littlewar said...

Para fazer frente e não deixar a tecnologia para trás, optei por esta opção, só é preciso colocar água e a natureza floresce! Já tenho flores e não tive tanto trabalho eheheheh!!! (http://www.clickandgrow.com/en/).

Mas tenho de admitir que a nossa horta é um sucesso.

Di said...

Não tiveste tanto trabalho?? Não tiveste nenhum! Mas olha que as da imagem são mais giras que as nossas....isto é publicidade enganosa!!!! :P