Friday, February 24, 2012

Paragem

Há mais de um mês que não escrevo no blogue. Pelo histórico, nunca antes tinha acontecido. E é muitas vezes assim que vejo o blogue, como um histórico da minha vida, acabo por cá vir deixar os bons e maus momentos, os mais marcantes e os mais insignificantes e banais, de uma perspectiva mais geek, posso dizer que é o meu reportório de dados, o SVN da minha vida :) - se calhar foi geek demais...

Tenho andado ocupada, o que é bom. 2012 avizinha-se como um ano de experiências, de desafios e de novas oportunidades. E como não fiz o post de balanço habitual de ano novo/ano velho, posso deixar aqui um parágrafo em ar de balanço. 2011 começou com uma grande mudança profissional, ali a mais de meio com uma mudança de estado civil e terminou com a comemoração surpresa dos 40 anos de matrimónio dos papás. É verdade, já lá vão 40! E se agora eles não desconfiaram de nada, muito menos à quarenta anos desconfiavam que os filhos, as noras e o genro lhe haviam de preparar uma festa surpresa, com trinta e cinco pessoas numa sala a ouvir a Ternura dos Quarenta em loop, e todos a aplaudir muito, de pé, com orgulho de ali estar, a comemorar e a presenciar o fruto de quarenta anos de uma família bem sucedida. A festa seguiu em ar de "choradeira" emocional, não dando para outra coisa com o vídeo que lhe preparámos em ar de "retrospectiva"; a começar no namoro, seguido do casamento, o nascimento do primeiro, segundo e o "descuido" do terceiro filho; seguiram-se muitas fotos, muitos momentos ternurentos, alegres, vitoriosos, felizes, plenos da coragem própria de quem vive com os sentimentos à flor da pele, desprovidos de disfarçes ou de falsos moralismos. Seguiram-se vídeos de antigamente, a velha carrinha artilhada com a cama, a mesa, as alcofas, as merendas, as malas e tudo e todos que lá coubessem; os primos, pequenos e desdentádos; os irmãos, agora tios, outrora novos e com cabelo. Não podia faltar o bolo, réplica do original que cortaram em grande festa e terminaram com brinde, de braço cruzado como há 40 anos atrás. Uma data assim não se podia deixar passar em branco, orgulho-me não só de pertencer a esta família, como de ter ajudado a proporcionar aquela noite de memórias, orgulhos e saudades. O Oso tem razão, eu tenho muita sorte porque tenho uma família normal. Não é normal, porque nenhuma é, apenas é normal no seu conceito de normalidade, com as suas virtudes e os seus defeitos, como todas. Mas é sem dúvida consciente, verdadeira no sentimento e conceito de família e unida por aqui ter chegado em conjunto. Sim, é verdade, tenho muita sorte. Como diz o Paizinho: "a gente emociona-se e depois chora..."
Os meu pais são os melhores do mundo. E eu sei que todos dizem isto, mas eu posso mesmo dizê-lo confiante, porque eles são os melhores do mundo não só para nós, mas para todos e isso sim, faz a diferença.

2011 não foi só isto, mas terminou em festa, em família e isso já fez com que 2012 chegasse mais quentinho e aconchegado. E aqui estamos.

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