Friday, December 07, 2012

Tas velho quando....

Ninguém te liga à meia noite para te dar os parabéns. Não é necessariamente mau, é só um sinal de velhice. :) Bom, a baixinha lembrou-se.... Se calhar não estou assim tão velha!!!

Wednesday, December 05, 2012

Pequeno negociador

No restaurante do avô, fazíamos palavras-cruzadas; eu ensinava-lhe o método, e ele contava atento o número de quadrados em cada linha ou coluna, para procurarmos a meias, as palavras que lá cabiam. Até que se lembrou:

Ele - Madrinha, eu gostava de ver uma baleia.

Eu - Mas uma baleia é muitíssimo grande, e vive lá no fundinho do mar, bem lá no fundo, não a podemos ir lá ver.

Ele - Mas podíamos pôr num aquário gigante.

Eu - Como um oceanário? Só com uma baleia?

Ele - Sim, como isso!

Eu - Mas tu já viste que tinha que ser mesmo muito grande, só para ter lá uma baleia? Já viste como isso ia ficar caro?

Ele - Madrinhaaaaaa, é mesmo assim, dinheiro gera dinheiro, quem não gasta, não ganha, é preciso investir!!!


A entoação era de quem estava convicto do que estava a dizer! A defender uma ideia, para ele muito clara! Aos oito anos já é assim, um pequeno negociador. Tal&qual o paizinho. :)

Sunday, November 25, 2012

Sunday, November 18, 2012

Chegou o Natal!

E com ele as causas solidárias. Com as mais variadas coisas, eventos e motivos sociais. Interessa é ser solidário no Natal, o resto do ano já não tanto, mas no Natal. Estou a ser demasiado céptica. O certo é que nesta altura do ano muita gente fica mais sensível a determinadas - lá está - causas, e por isso existem tantas. Como tudo na vida, umas sinceras outras nem tanto; umas porque realmente procuram ajudar alguém, e por isso procuram esta altura do ano para sensibilizar as pessoas, outras porque se aproveitam disso. Mas nem tudo é mau nestas coisas das causas solidárias, senão vejamos:



Não é pela pássara, nem por tudo o que aqui já se disse dela, é antes pelo Senhor que aqui canta a música, que dá este ar romancista a uma melodia com tantos anos e ao mesmo tempo tanta inocência. Quem nunca cantou "o mar enrola na areia" sentadinho à beira mar de baldinho na mão? Aaaahh que saudade da infância! E com esta voz sábia ainda melhor!

Friday, November 09, 2012

Balas & Bolinhos



Termina assim. Vejam, que é muito bom!

A experimentar

São as experiências que mais nos enriquecem, todas elas, as que gostamos mais e as que gostamos menos. Estas últimas tendem a trazer a riqueza mais tarde, por volta da mesma altura em que chega a maturidade. Por isso é sempre bom experimentar, arriscar, fazer de outra forma, diferente daquela que fazemos todos os dias. Podemos fazer um caminho diferente para o trabalho ou podemos pintar um quadro. Qualquer coisa, desde que se experimente. Também é estar à prova, connosco próprios. É ao mesmo tempo experimentarmos-nos a nós mesmos, é descobrir em nós novas perspectivas, novas reacções, é aprender todos os dias. É descobrir novas emoções, formas de lidar com elas, é crescer um bocadinho mais. É ouvir coisas disparatadas e completamente à parte dos nossos hábitos, ou do que fizemos deles. É conhecer outras realidades, outras pessoas, outras linguagens. É ler pensamentos, sentimentos, é compreender e estar atento ao mesmo tempo. Experimentar é tudo isto se o permitirmos, se nos permitirmos toda esta observação à nossa volta. Estou em fase de experimentação.

Diz que sim

Diz que tem estado ausente. Diz que nunca mais apareceu. Diz que tem estado muito ocupada. Diz que o cérebro lhe emigrou para o estrangeiro, cheio de ideias que ia. Diz que tem a mania de ir contra a corrente. Diz que não acredita na crise. Diz que não a quer ver, nem ouvir, nem pensar! Diz que não tem noção, por isso se atira de cabeça, sabe lá! Diz que vai experimentar para não dizer que não tentou. Diz que vai fazer diferente. Diz que sabe o que faz. Diz que não. Diz que sim também, mas é só às vezes. Diz que se diz, mas chegar a fazer já não são todos.

Thursday, July 19, 2012

Se "cérebro" é masculino, porque é que eu não consigo estar sem pensar em nada?

A resposta

E quando vos perguntarem quanto custa um selo, respondam orgulhosamente: 32 cêntimos. :) De nada, de nada.

Friday, July 06, 2012

E eu que vivi 28 anos da minha vida sem saber que a sopa de espinafres levava coentros. Não deixem que isto aconteça com vocês também.

Esperem, esperem.....10 dias depois eu reparo na bonita frase "Não deixem que isto aconteça com vocês também" e reparo que a minha nacionalidade de mantém Portuguesa. Vamos lá: "Não deixem que isto vos aconteça também." Melhor, muito melhor.

Tás velho quando...

"É só uma noite" deixa de ser uma boa desculpa para dormires no sofá de alguém.....

Friday, June 22, 2012

Silêncio

Descobri isto:




A dar para o deprimente, mas bom. :)
Irritam-me pessoas que só pensam nelas próprias, que se movimentam de acordo com os seus interesses e que sorriem apenas como meio para um fim. Irrita-me quando conseguem o que querem, quando arrastam multidões para o fundo das suas decisões e quando escolhem por todos aqueles que são demasiado tímidos para decidir diferente. Irrita-me pensar que estas pessoas conseguem efectivamente o que querem, muitas vezes ainda convencidas que ajudaram muita gente, que fizeram uma boa acção. Irrita-me sozinha não ter a voz suficiente para as parar, para fazer ver aos mais reservados que não há boa vontade naquela atitude, que a manipulação é uma linguagem que nem todos entendemos. Mas parece que a diferença também é isto, é uns serem de uma natureza mais manipuladora do que outros, é uns terem tido em casa o ensinamento da partilha e outros não, é uns já terem percebido que ninguém vence sozinho e outros não. Por isso temos que manter a voz alta, segura, para que não pensem que não estamos atentos, que não estamos a ouvir falar a outra língua. No entanto, penso muitas vezes que vão para casa sozinhos, vazios deles próprios, apenas com tudo aquilo que fingem o dia inteiro, tanto, que nada à sua volta é real, nem as relações, nem as pessoas, nada é verdadeiro, apenas a ilusão da ideia de ser...

Uma pena, se ao menos investissem essa força, essa inteligência, em dar, receberiam tanto de volta e ganhariam todos os dias. O meu pai diz muitas vezes, quem pratica o bem, para si o pratica. Parecendo egoísta, a procura da realização dos outros para chegar à nossa própria, não o é, porque na nossa condição humana, esta é a única forma de reconhecer o bem que praticamos: senti-lo. Sem vazios.

O espaço

Gosto deste espaço, que sendo público sinto privado, onde escrevo o que me apetece, onde divago sobre assuntos mais ou menos intensos, onde escrevo tantas vezes para outros e digo que estou a escrever para mim. Gosto de acreditar que não é passageiro, que não é efémero, que tem a importância que lhe dou e que me pertence. Pelo menos até os senhores do Google dizerem o contrário, se assim fosse tinha que pegar nas tralhas e sair de mansinho. Não o troco por um "mural", por umas frases soltas que disparam para centenas de pessoas que "adicionamos" como amigas. Não acredito que uma coisa substitua a outra, nem que uma se afirme e sobreviva perante a outra. Eu não troco e vou manter o compromisso - que é diferente da obrigação - de continuar a escrever. Ainda que seja só para mim.

Thursday, June 21, 2012

O caracol, esse bicho gostoso

No passado domingo houve caracolada no terraço. Quem me conhece sabe que não foi por Portugal ter jogado, foi só porque havia a boa disposição de um grupo de amigos dispostos a partilhar uma tarde de primavera e umas boas gargalhadas. Nada melhor do que caracóis para acompanhar a tarde, porque na verdade, caracóis é um petisco que vai bem com tudo. A peninha é que a malta cá de cima ainda não tenha descoberto isso. A culpa é essencialmente cultural e preconceituosa. Ninguém lhes ensina a comer e todos os acham nojentos, então nunca se prova e por isso nunca se sabe se se gosta, mas vive-se na eterna certeza de que não, não gostam. Enfim, depois de passar uma tarde à procura de uma esplanada onde servissem caracóis, decidi que da próxima vez que fosse a casa dos papás, trazia de lá os bichos e havia de os fazer cá. E assim foi. Lá vieram os 5 litros - e não kilos!! Porque o caracol vende-se ao litro e não ao kilo, de outra forma bem que podiamos lá estar ainda a comê-los - que preparei à moda da mamã e que ficaram uma delícia! E como as coisas boas são para partilhar, aqui vos deixo a receita, a tradicional, simples, caseira (e sem bacons e chouriças), a receita dos caracóis:


Para 5 litros (e não kilos!):


  • Lavar os caracóis muito bem lavados, aproximadamente durante 1 hora. Colocam-se num alguidar e enche-se de água, em cada mão seguramos alguns e esfregamo-los uns nos outros, dentro de água. O processo repete-se algumas vezes, depois cada mão cheia passa para um alguidar vazio que depois se volta a encher de água para se lavar mais uma vez.
  • Depois de bem lavados, isto é, quando a água estiver limpa, colocam-se os caracóis num tacho e cobrem-se de água. Ficam em lume muito brando (5 na placa de indução) até ao levantarmos a tampa, nenhum deles lá estar colado - quando já estão a dormir :) Assim todos ficam com a cabeça de fora porque adormecem muito lentamente.
  • Nesta altura podemos levantar o lume, mas não muito para não vir por fora e colocar os temperos:
    • 10 dentes de alho descascados
    • 3 caldos knorr de galinha
    • 4 malaguetas
    • Sal grosso q.b.
    • Oregãos secos q.b.
  • Para os caracóis ficarem bons de sal, a água tem que estar salgada; também é aconselhado retirar os oregãos antes de servir, porque ao ficarem na água, podem intensificar demasiado o sabor, por isso normalmente usamos ramos de oregãos, ao invés das folhas em sacos.
  • Fervem por 20 minutos, onde é normal aparecer uma espuma ao de cima do tacho, vai variar com a qualidade dos caracóis e deve ser retirada com uma espumadeira.

E é isto, garantidamente deliciosos, combinam com uma tarde de sol, umas minis e boa companhia!


O amigo Ambiente

No Jumbo:

A senhora da caixa - Boa tarde, como hoje é dia do ambiente estamos a vender sacos ecológicos em que um euro reverte a favor dos Bombeiros. Está interessada?

Eu - Obrigada, mas eu trouxe o meu próprio saco e também vim de bicicleta, por isso acho que por hoje já fui muito amiga do ambiente
Na altura até pensei que o ambiente é que não estava a ser assim tão meu amigo, já que estava a chover, mas enfim, os amigos perdoam-se mutuamente...

Senhora da caixa - Não quer ajudar os bombeiros, então?

Eu - Não vou querer o saco, não. Obrigada.


E é então que a senhora da caixa começa a empilhar os produtos ao seu lado.


Eu - Mas não me vai dar sacos nenhuns?


Ela - Não, hoje é dia do ambiente.


Eu - E por isso obrigam as pessoas a comprarem os vossos sacos?


Ela - Não, por isso não damos sacos de plástico. Mas como a senhora tem compras superiores a 25 euros, vai levar um eco-bag grátis!


Espectacular este conceito de ser amigo do ambiente. Aposto que se o ambiente tivesse facebook não era amigo desta gente....

Wednesday, June 20, 2012

Oi? Está aí alguém?

Aaahhh isto está muito mortiço...!! Então? Está tudo tão calado...o problema não são vocês, sou eu., a sério, isto não é o que parece... :)

Aqui fica com um ar de sua graça, a versão da "galinha da vizinha é sempre melhor que a minha" aplicada  a "maridos".


Friday, May 25, 2012

"Por isso é que este país não avança..."

Engraçado como toda a gente sabe porque é que o país não avança, no entanto ninguém o faz avançar......

Quero dizer-vos

Realmente ninguém me disse que a vida ia ser fácil e por isso mesmo digo tantas vezes esta frase, para não me esquecer de como ela é difícil, e isto não é pessimismo, é realidade, ou em última instância será prevenção. Cada vez me convenço mais de que nada é como nós queremos, decidimos ou escolhemos. Que muito pouco está de acordo com o que temos como certo ou infalível e que outro tanto está sob o nosso controle. Controlamos mesmo muito pouco ou nada, temos apenas o segundo em que a palavra nos sai da boca para decidir, e a partir do momento em que se disse, marcou-se ali uma viragem, uma mudança, uma decisão, um caminho diferente. Por mais que pensemos e reflictamos, é no momento de dizer que se faz a diferença, primeiro porque nem sempre (quase nunca!) se diz o que se pensou e depois porque as reacções ao que dissémos determinam a próxima atitude, fazendo com que esta fuja, uma vez, ao que tanto pensámos. O pensar. o digerir, o achar que se estudaram todos os casos só serve para chegar a conclusões, dificilmente leva a atitudes, porque essas só vêm com as palavras. Por isso sou apologista de dizer. Dizer tudo. Dizer o que se pensa, o que não se pensa, o que fica bem e o que não fica, o que é fácil e difícil de ouvir. Dizer o que ninguém diz, porque se ninguém disser, então nunca se vai saber, vai permanecer para sempre sob a forma de pensamento e nunca de palavras e por isso, nunca vai conduzir a acções. Devemos dizer às pessoas aquilo que elas já sabem, como Gosto muito de ti, Amo-te muito, Não gosto desse pão, Essa cor fica-te mal, Tive saudades tuas; mas também devemos dizer aquilo que elas não sabem ou não querem saber, como Falas muito alto, Estás a exagerar, Não estás a ser sincero, Estás obcecada com o teu filho, Eu sei que tu não querias dizer isso. Na dúvida, devemos pensar um pouco sobre como devemos dizer e não porque assim consegue-se dizer melhor ou atenuar mais o que se vai dizer, mas sim porque se chegam a conclusões, a novas descobertas, a justificações e razões para o que está a acontecer, e assim quando dissermos, dizemos com mais confiança, com mais argumentos, com uma visão mais ampla, mais aberta ao que se vai ouvir, ver e sentir de volta. Quem não diz tem medo: do que vai ouvir, ver e sentir de volta. Quem não diz não é por não querer magoar quem vai ouvir, muitas vezes é porque não está preparado para a reacção, a resposta, o sentimento. Aqui reside o desafio e a grande aprendizagem da consequência do que dizemos.

Digam coisas hoje, porque amanhã já vamos dizer de outra forma, outra coisa, se calhar a outra pessoa...

Digam.

Thursday, May 24, 2012

It's not what you know, it's when you know it.

Monday, May 21, 2012

Só deixamos de conseguir porque deixámos de tentar. Só isso.

Thursday, May 10, 2012

A exclusividade

Chegou hoje a notícia. Pela primeira vez como casal, fomos convidados a apadrinhar uma criatura acabada de nascer. É um misto de orgulho com responsabilidade e ao mesmo tempo uma honra por termos sido convidados. No último mês, e agora pela segunda vez, perdeu-se a exclusividade da "Madrinha" e esta sensação foi inesperada, senti que me tiraram alguma coisa, estando no entanto a dar-me um convite tão bonito como este. Não sei bem definir ou explicar, foi uma sensação, foi ali um segundinho em que senti que aquela ternura única, aquele significado singular, aquela forma de chamar "Madrinha" se havia banalizado. No segundo a seguinte sorri e pensei como era idiota aquela sensação, quase que tola de tão inocente, afinal ele vai ser sempre o meu afilhado, aquele que é filho do meu irmão, que vi nascer, que peguei ao colo na primeira hora de vida, que acompanho até hoje, nas alegrias e nas birras. Parece que a Madrinha é que ficou ciumenta :)
Gosto muito dos meus afilhados, mas (não querendo ser injusta) não há amor como o primeiro.

Wednesday, May 09, 2012

Penitência

Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".
Eu não vou começar a dizer "mandatório".

Distraí-me....

E fizeram um álbum novo!


Monday, May 07, 2012

Com os olhos rasos de lágrimas disse-me que tinha feito um aborto. Fiquei estática, fixada nela, não estava a perceber de onde vinha aquela conversa. Disse-me que sim, que era contra, mas que afinal era contra quando não era com ela. Foram uns dias de distracção, mais agitados, esqueceu-se de tomar  a pílula e nunca mais pensou nisso, afinal, havia algum tempo que não estava empregada e por isso estava muito mais ocupada. Disse-me que sim, que tinha a certeza porque acabou por ir ao hospital para confirmar, porque ela própria estava incrédula, e lá, teve a oportunidade de ouvir o bater do coração do que muitos chamam um "aglomerado de células" - o aglomerado às quatro semanas já tem ritmo cardíaco e já muda vidas. Disse-me que tinha sido acompanhada, que o namorado queria que ela avançasse com a gravidez, que a mãe tinha aberto uma garrafa de champanhe quando soube da notícia e que o pai nunca chegara a saber. Disse-me que pensou muito sobre o que fez, que lhe foi muito doloroso levar a decisão até ao fim. Disse-me que estava empregada, a trabalhar, que teve medo e ao mesmo tempo esperança que a vida melhorasse a partir dali, que podia evoluir e ter uma vida melhor e mais estável para depois mais tarde ter os desejados filhos. Disse-me o quão difícil é ter que carregar no botão e ver  a água levar o que estava dentro de nós, o que há instantes batia de vida dentro dela ia agora pelo esgoto, como qualquer dejecto que queremos longe. Hoje todos os dias pensa nisso, pensa naquele dia, naquele som do coração a bater, pensa no que podia ter mudado na vida dela. Hoje chora cada vez que se lembra e quer que a sua história ajude alguém como ela, a não tomar a decisão errada, a não carregar para sempre esse memória, esse amargo de arrependimento. Hoje vai fazer as malas e mudar de cidade porque afinal não conseguiu mudar assim tanto a sua vida, nem evoluir tudo o que queria.

Fica o testemunho, fica o conselho de não se guardar apenas para si mesma. Fica a vontade de que o seu exemplo sirva para ajudar outras já que a ela própria não lhe serviu a ajuda. Eu deixo a disponibilidade de ajuda a passar a palavra, a pena de não ter sabido na altura ou o egoísmo de não ter estado suficientemente atenta para perceber. Desculpa se não fui que chegasse.

Intuição

Devia ter seguido a minha intuição ontem, quando pus a botas de lado para as levar ao sapateiro para trocar as solas. Assim não me tinha espalhado ao comprido hoje. Quer ajuda?, perguntou o rapaz que me viu no chão ao estender-me a mão, Sim queria, mas era antes...ontem, pensei.

Friday, May 04, 2012

Três baldes de água tirei hoje do meu terraço. O esposo ficou lá, a tirar o resto. Que bonita forma de começar o dia. Mas não nos queixemos, porque faz muita falta. Não mandaram rezar as missas? Agora aguentem.....!

Thursday, April 26, 2012

Muito bom!




A crise tem destas coisas, coitadinhos só têm uma guitarra....


Tuesday, April 24, 2012

Rebentaram!

Discretamente, claro, como é próprio das Tulipas :)


Thursday, April 19, 2012


Gosto, do vídeo e da música.






Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
I told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it's an ache I still remember

You can get addicted to a certain kinda sadness
Like resignation to the end, always the end
So when we found that we could not make sense
Well you said that we would still be friends
But I'll admit that I was glad that it was over

But you didn't have to cut me off
Make it like it never happened and that we were nothing
I don't even need your love, but you treat me like a stranger
And that feels so rough

No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect your records
And then change your number
Guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know

Now you're just somebody that I used to know
Now you're just somebody that I used to know

Now and then I think of all the times you screwed me over
But had me believin it was always something that I'd done
But I don't wanna live that way
Reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn't catch you hung up on somebody that you used to know-oh-oh

But you didn't have cut me off
Make it like it never happened and that we were nothing (oh)
I don't even need your love, but you treat me like a strangerand that feels so rough
(oh)

No, you didn't have to stoop so low
Have your friends collect you records
And then change your number (oh)
Guess that I don't need that though
Now you're just somebody that I used to know
Somebody that I used to knowSomebody
 (now your just somebody that I used to know)
That I used to knowSomebody that I used to know
Somebody (somebody) (now your just somebody that I used to know)
That I used to know
I used to knowThat I used to knowI used to knowSomebody


Wednesday, April 18, 2012

:)


Ele já descobriu tudo....


"
Ele - Pai, já descobri tudo, eu já sei como é que vocês fazem os bebés: é quando vocês fazem sexo! E tu já fizeste sexo duas vezes com a mãe!!
"

Apita se queres ver...

Tenho uma nova companheira de viagem:


Foram os meninos da antiga equipa que me ofereceram, isso e mais três vernizes....magnéticos, pois claro! É ser quiduxo :) E foi assim que num almoço de trabalho eu acabei a pintar três unhas a um colega (e amigo!) ehehehe Aaahhh uma mulher no meio de homens, só estragos, pois claro....

O R. sempre disse que eu falava com as baleias....

Digam lá que não são fofinhos....


Para o que lhe havia de dar!

Pois é verdade, deu-me não só para plantar coisinhas em vasos, como também para pintar os meus próprios vasos. Também me chegou a dar para pintar umas telas pequeninas, mas resultou numas galinhas que o meu gaijo dizia que eram para os dois anos de idade e que tinha enganado no grau de aprendizagem. Eu expliquei-lhe que os artistas são assim, abstractos, mas ele não compreende....porque não é artista. :D

Portanto, o resultado é este:


Um cantinho colorido e simpático! :) Ervas aromáticas para cozinhados apetitosos! 

A última aquisição está aqui:



Um dia vão ser Tulipas :) Ou então não! Estas são especiais porque marcaram uma visita à cidade das bicicletas, das drogas "mais-ou-menos legalizadas" e das meninas despidas em montras. Mas o que a cidade tem de melhor é o quentinho no coração de quem fomos visitar - e de quem não fomos, o que significa que temos que voltar ;) Para não trazer só as saudades, trouxe também uns sacos de bolbos que plantei em terra firme e portuguesa, na esperança de agradar a estas coloridas holandesas.

Também cá há legumes! Esta semana os espinafres começaram a aparecer:


Sim, sim a minha mãe é capaz de ter razão quando diz que dá para uma panela de sopa (que é muito importante!) e mal! Mas  acredito que dê para duas :) A ideia é experimentar, o que se der este ano e render, é o que vai ser plantado para o ano, é tipo concurso. A verdade é que crescemos no meio de coisas simples como ter uma horta, como ter que interromper a brincadeira porque a mãe pediu para irmos buscar um ramo de salsa; mas que chatice, interromper a brincadeira para ir buscar ervas, ainda por cima a salsa está misturada com os coentros e com a hortelã-pimenta e é tudo verde e recortado! Naquela altura era uma chatice, mas agora tenho bem presente o cheiro nas mãos depois de colher o ramo das ervinhas, a sensação fresca nos dedos e o sabor do tempero. Lembro-me de andar no meio das canas do feijão-verde, a fazer de conta que percorria intermináveis cavernas e a sentir aquela energia própria de quem está escondido e ao mesmo tempo a fazer o que não deve - no caso, a pisar a horta. O meu pai sempre gostou de ter uma horta, mas como não tinha muito jeito, lá ia arranjando quem o ajudasse na demanda; a minha avó materna, contrariamente, sempre teve muito jeito para jardinar e sempre ouvi dizer que a ela "as flores lhe nasciam nas mãos". Eu estou a descobrir a que lado da família puxei no que toca a plantas e verduras, mas diria que até à data, estou a sair-me muito bem. E como diz o outro, para pior antes assim!

Tuesday, March 13, 2012

Pão....a vapor


Uma das coisas que ainda não tinha experimentado na amiga Bimbocas, era fazer pão. Já tinha lido umas receitas para fazer pão a vapor, mas nunca me tinha dado para experimentar fazer. Ontem foi o dia. Como o jantar foram uns wraps improvisados - outra experiência - sobrou tempo para o pão. São 45 minutos ao vapor e o aspecto é este:



Parece que está "lambusado" - é a palavra certa - com aquele molho doce, como alguns croissants têm, mas não está. O aspecto brilhante é da humidade, já que o pão é cozinho ao vapor. Por dentro fica com um aspecto mais de pão:


Fica saboroso e com as passas ainda se come melhor! Só fica com uma textura um bocadinho "aborrachada"....enfim, nada que se compare ao pão que a mamã faz, mas para desenrascar, não está nada mau!




Realmente....não sei o que me deu para escrever este post....mas achei que pão ao vapor era uma cena inovadora, pelo menos para mim!

Monday, March 12, 2012

Ser ou não ser....


"
Ele - Pai, eu sou lisboeta?
O pai - Não filho, tu nasceste em Lisboa, sim, mas sempre viveste em Grândola....
Ele - Ah, mas isso não existe!
O pai - O quê?
Ele - Grandoleta!!
(risos!!)
Eu - Não,  tu és Grandolense!
Ele - Não Madrinha, isso é um clube de futebol!!
"

:)

Friday, March 09, 2012

Está oficialmente aberta a época da Bici!

Abriu esta semana a época da bici, pelo que fechou a época da elíptica, não se pode ter tudo! 
Custa um bocadinho ao arranque, até porque o comodismo puxa para o banco do carro, sem vento nem esforço, mas impera o "tem que ser", que como diz o povo, tem muita força! É só mesmo a primeira vez que custa e quando vou a meio da descida, o vento frio na cara faz-me lembrar porque gosto tanto de trocar o carro pela bicicleta. Gosto de sentir o vento com as diferentes intensidades e temperaturas em instantes tão próximos que se não fosse tão frio, não notava a temperatura a mudar. São como correntes de ar instantâneas que me fazem arrepiar e no segundo a seguir já não se sentem. Gosto daquele pequeno momento em que não se ouvem os carros que ficaram parados lá atrás no semáforo vermelho, em que se ouve apenas o meu pedalar e o canto dos pássaros que já anunciam a Primavera. Nesse momento, ainda que pequeno, cabe ainda a sombra das árvores nuas no chão e o verde que me acompanha à direita e me trás uma sensação de Verão, como o sol que me aquece as pernas. Gosto de andar assim, pela rua com os sentidos despertos.

Thursday, March 08, 2012

Descubra a piada fácil


Numa apresentação na empresa:

"
Olá o meu nome é Cláudio Rego e já estou há muitos anos na empresa e por isso já todos me devem conhecer, mais que não seja pela cara (....)
"

A piadinha fácil qual é?? É que o senhor não pode dizer na mesma frase que se chama Rego e que as pessoas o conhecem pela cara....pois claro!!! Mais que não seja conhecem-no pelo Rego :D eheheheehe Piadinha fácil, mas não resisti a fazê-la! Não, não foi em voz alta, foi só assim para os que estavam mais próximos :D

O mundo

A Google está para o mundo virtual como a Ikea está para o mundo real. Tenho dito.

Friday, March 02, 2012

:)



Não sei como é que andei tanto tempo sem conhecer este felpudooooooo!!!! Gostoooo!!!! :D

Thursday, March 01, 2012

As pessoas

As pessoas não mudam, é um frase batida e para muitos uma verdade inegável.

As pessoas não mudam, crescem, amadurecem, envelhecem, criam novas opiniões, descuidam velhas, vivenciam novas experiências, aprendem coisas novas, ouvem, pensam, reflectem sobre o que lhes é dito. As pessoas não mudam, sofrem, choram, perdem dias, coleccionam traumas, ganham rugas e marcas na alma que passam a fazer parte delas. As pessoas não mudam, apenas se transformam todos os dias, um pouco de cada vez, muito subliminarmente, de forma a que nem elas próprias saibam. As pessoas não mudam, mas não são as mesmas ao fim de dez, vinte, trinta, quarenta anos. As pessoas que não mudam são aquelas que têm que aprender da forma mais difícil que deveriam ter mudado, que é preciso mudar, pensar e compreender que o dia de hoje não é igual ao de ontem e não será igual ao de amanhã e que por isso não podemos continuar a vivê-los todos da mesma forma, como se nada tivesse mudado à nossa volta. As pessoas que não mudam são aquelas que vivem mais acorrentadas, mais dependentes do passado e que já se não lembram porquê. As pessoas que não mudam são as que mais precisam de mudar, porque entretanto não são as mesmas e não intervieram na sua própria mudança. Estas pessoas, são desconhecidos que habitam um conhecido corpo que pensam ser suficiente. A estas pessoas falta-lhes o mais importante: a consciência.


As pessoas mudam e nós podemos ajudar essa mudança. Desistir de acreditar, é desistir de viver.

Wednesday, February 29, 2012

O pássaro, o ferro e o terraço

Há dias, depois da "corrida" matinal na elíptica, e como o tempo já começa a apetecer, fui fazer os alongamentos ao terraço aberto, como já fazia há alguns dias. Quando inspiro profundamente a primeira lufada de ar frio que me enche o peito e me ilumina a manhã, vejo um pássaro gordo, preto, no chão, de patas, literalmente, para o ar. Pensei como era triste encontrar a morte tão cedo no meu dia e pensei a seguir que não ia mais pensar sobre isso, que aquilo era uma tarefa para o esposo, que também tem que fazer qualquer coisinha! O que não reparei com tantos pensamentos, foi no ferro que estava por baixo do pássaro e que na noite anterior não estava no chão, mas de pé, encostado à parede. O marido reparou nisso, porque é muito observador e menos "pensador", ia lá pensar na morte do pássaro (!!), foi mais pragmático e ficou a pensar como é que o pássaro ali tinha ido parar. Eu pensei que fosse morte súbita, afinal, afecta cada vez mais seres vivos!! E como já não estranho os animais que nos entram no terraço, só fiquei mesmo (mais uma vez) a pensar que, agora que vedámos o acesso pelo muro, eles vinham pelo ar, só para poderem entrar no nosso terraço!!! Eu juro que nós não temos lá nada de apelativo.....só estava mesmo a roupa estendida! Afinal parece que o que deu no pássaro foi um "ferro súbito", mas ainda assim, que má sorte a dele de, ou levar com o ferro quando ele ia a cair ou lhe acertar em cheio durante o voo. A minha teoria da morte súbita era muito mais simples e não dava azos a tantas hipóteses remotas. Só espero que não tenha deixado filhos...paz às suas penas.

Monday, February 27, 2012

O país e a cidade, por definição



"
- E então, vieram até Almada?
- Sim, o meu irmão faz anos hoje e viemos jantar com ele, aproveitámos e passámos aqui.
- Ah o teu irmão está em Almada?
- Não, está ali em Sintra...
- Então passam cá o fim-de-semana, muito bem!
- Não viemos jantar e depois voltamos para casa.
- Hoje?? Ah pois é, para vocês a cidade é o país, já não me lembrava....!
"

Gostei da descrição, ficaram-me na memória as palavras...

Friday, February 24, 2012

E já lá vai um ano....

É assim que as pessoas envelhecem, é mesmo com o passar do tempo, ou com o correr do tempo! (Anda a correrm o gaijo!!!) Já se passou um ano desde que o Gui nasceu, o gostosinho! Parece que foi ontem que estávamos todos no hospital, a pegar-lhe com muito cuidado, a sussurar-lhe como era bonito e perfeitinho. Hoje já ali estava, todo gordinho e despachado, a comer esparguete com as mãos  e a gritar muito com a mãe porque não o deixava javardar no prato à vontade!! O tempo passa depressa realmente. Enquanto o irmão faz um ano, o pré-adolescente aprende a dizer asneiras e grita-as em voz alta no jardim a brincar com os amigos. O tempo passa depressa e é bom ter noção de que ele passou, para todos.

Humor negro aos oito anos

O avô do R., o melhor amigo lá da escola, morreu de propósito. "Morrer de propóóóóóósito Pai????" Perguntava muito admirado como quem se questionava sobre tamanha barbaridade, "Mas quem é que morre de propósito????", perguntava igualmente admirado. O pai explicou-lhe calmamente que às vezes as pessoas ficam muito, muito doentes, que ninguém repara, começam a andar muito tristes, sem conversar com ninguém, sem querer falar com os amigos e que depois ficam muito, muito doentes e que começam a pensar que morrer de propósito é a única solução, mesmo não sendo. Explicou-lhe ainda que por isso era muito importante conversar com os amigos e com os pais quando nos sentimo tristes. Ele ouviu tudo muito atento, com os olhos muito abertos de admiração, como quem não crê no que ouve e ficou no seu silêncio a compreender o que o pai lhe explicara. Passado algum tempo, já disperso da estranheza que a situação lhe causara, exclama:
- "Aaaaaahhh pois, mas olha, o R, não levou trabalhos para casa....sortudo!!!!!"

E é assim, aos oito anos ainda sobra espaço para tamanha inocência, onde os trabalhos para casa são a pior coisa que nos pode acontecer, muito pior que morrer de propósito!

Afinal parece que não....

Afinal parece que não consigo mesmo estar calada. E ao fim de um ano de estar noutra equipa, noutro projecto a trabalhar com outras pessoas.....não estava feliz. Há uns meses atrás surgiu a possibilidade de voltar à posição antiga, na altura não ponderei muito, achava que não fazia sentido voltar a um projecto que tinha os dias contados, no entanto, onde estava, a vontade de mudar não era muita, não era muita a vontade de fazer melhor, de fazer diferente para ver se era melhor, porque fazer diferente acarreta riscos e nem todos estão dispostos a corrê-los. A verdade é que se não experimentarmos não vamos saber se é melhor ou não. Eu não sou assim, não sou de me acomodar nem de não experimentar porque "não há tempo" ou "porque não" ou "porque o risco é muito alto". Eu não sou assim e não consegui guardar este meu feitio muito tempo cá dentro, começou a incomodar-me de tal forma que tive que parar para ponderar, para decidir. Não só com a cabeça, mas também com o coração, com a noção de que tenho que estar onde me deixarem ser eu própria, gritar quando tiver que ser e respirar fundo quando for preciso. Hoje foi anunciada a minha decisão. Espero que seja boa, porque se não for, também vou ser eu que vou cá estar para a receber. É tudo uma questão de perspectiva e quem nunca teve outra não pode compreender. Eu decidi arriscar, a longo prazo pode ser bom, a curto vai ser trabalhoso e pode até chegar a ser desesperante, mas a mim ninguém me disse que a vida ia ser fácil :) E enquanto puder dar a minha opinião, lutar para fazer melhor, para sermos melhores, eu não vou parar. Venham de lá esses indis que eu não tenho medo de ninguém!! :)

Dia 16 de Março lá estaremos.

Paragem

Há mais de um mês que não escrevo no blogue. Pelo histórico, nunca antes tinha acontecido. E é muitas vezes assim que vejo o blogue, como um histórico da minha vida, acabo por cá vir deixar os bons e maus momentos, os mais marcantes e os mais insignificantes e banais, de uma perspectiva mais geek, posso dizer que é o meu reportório de dados, o SVN da minha vida :) - se calhar foi geek demais...

Tenho andado ocupada, o que é bom. 2012 avizinha-se como um ano de experiências, de desafios e de novas oportunidades. E como não fiz o post de balanço habitual de ano novo/ano velho, posso deixar aqui um parágrafo em ar de balanço. 2011 começou com uma grande mudança profissional, ali a mais de meio com uma mudança de estado civil e terminou com a comemoração surpresa dos 40 anos de matrimónio dos papás. É verdade, já lá vão 40! E se agora eles não desconfiaram de nada, muito menos à quarenta anos desconfiavam que os filhos, as noras e o genro lhe haviam de preparar uma festa surpresa, com trinta e cinco pessoas numa sala a ouvir a Ternura dos Quarenta em loop, e todos a aplaudir muito, de pé, com orgulho de ali estar, a comemorar e a presenciar o fruto de quarenta anos de uma família bem sucedida. A festa seguiu em ar de "choradeira" emocional, não dando para outra coisa com o vídeo que lhe preparámos em ar de "retrospectiva"; a começar no namoro, seguido do casamento, o nascimento do primeiro, segundo e o "descuido" do terceiro filho; seguiram-se muitas fotos, muitos momentos ternurentos, alegres, vitoriosos, felizes, plenos da coragem própria de quem vive com os sentimentos à flor da pele, desprovidos de disfarçes ou de falsos moralismos. Seguiram-se vídeos de antigamente, a velha carrinha artilhada com a cama, a mesa, as alcofas, as merendas, as malas e tudo e todos que lá coubessem; os primos, pequenos e desdentádos; os irmãos, agora tios, outrora novos e com cabelo. Não podia faltar o bolo, réplica do original que cortaram em grande festa e terminaram com brinde, de braço cruzado como há 40 anos atrás. Uma data assim não se podia deixar passar em branco, orgulho-me não só de pertencer a esta família, como de ter ajudado a proporcionar aquela noite de memórias, orgulhos e saudades. O Oso tem razão, eu tenho muita sorte porque tenho uma família normal. Não é normal, porque nenhuma é, apenas é normal no seu conceito de normalidade, com as suas virtudes e os seus defeitos, como todas. Mas é sem dúvida consciente, verdadeira no sentimento e conceito de família e unida por aqui ter chegado em conjunto. Sim, é verdade, tenho muita sorte. Como diz o Paizinho: "a gente emociona-se e depois chora..."
Os meu pais são os melhores do mundo. E eu sei que todos dizem isto, mas eu posso mesmo dizê-lo confiante, porque eles são os melhores do mundo não só para nós, mas para todos e isso sim, faz a diferença.

2011 não foi só isto, mas terminou em festa, em família e isso já fez com que 2012 chegasse mais quentinho e aconchegado. E aqui estamos.