Wednesday, November 30, 2011

(In)Decisões

É preciso decidir. É preciso lembrar que depende de mim. É preciso fazer o que a vontade manda, mas também o que a cabeça quer. É preciso lembrar que nada é definitivo mas que nem todos o sabem. É preciso aprender e ensinar, é preciso evoluir. É preciso decidir.

Monday, November 28, 2011

Quando está sol, está bom para estar numa esplanada; Quando está chuva, está bom para estar em casa. Vocês já repararam que nunca está bom tempo para trabalhar????..........

Thursday, November 17, 2011

Tás velho quando.....

Ponderas comprar um CD ao invés de o sacar.....ou quando usas a palavra "invés" em vez de "em vez"....ou quando sequer escreves sobre isso....enfim......

Wednesday, November 16, 2011

Há dez anos atrás....

Não sei se por se aproximar a data do meu aniversário ou não, mas dei comigo a pensar naquelas noites de saídas até às tantas com os meus irmãos, ainda solteiros, e a minha cunhada, que na altura não o era - a mais nova só veio depois :). Naquelas noites em que saímos no mercedes branco a ouvir "Dormia tão sossegada" com o volume no máximo porque o mais velho dizia que íamos ouvir "aquela que ainda ninguém ouviu", para ouvirmos sempre a mesma. Dei comigo a pensar nisto e a sorrir, naturalmente, de saudades e de orgulho de termos passado por lá. Dei comigo a pensar que foi há.....há dez anos atrás! O que me levou a pensar no "cliché" de o tempo passar depressa e ao mesmo tempo a concluir que só passa depressa quando o preenchemos o suficiente para isso. Dez anos é uma vida, das pequeninas. Estes meus pequeninos dez anos estão cheios de bons momentos e recordações como estas e espero que os próximos se mantenham assim. Não estou velha, estou mais conhecedora :) É tudo uma questão de perspectiva e como a minha mãe sempre disse, e pelos vistos já dizia a minha avó (e eu hei-de dizer também porque isto parece que é uma questão familiar!!): Porque é que o Diabo sabe muito? Porque é velho. Afinal a idade não traz só as marcas que se vêm no corpo, traz também as que não vemos, na alma. Há que saber tirar partido disso!

Pode?

"Contigo ao meu lado a vida é um parto sem dor", pode-se cantar numa letra de uma música? Pode, se for o Jojo, pode.

Wednesday, November 02, 2011

Perfect Love Song

Sempre gostei muito, mas agora tem outro encanto....







O vídeo deixa muito a desejar, mas a letra compensa:



Give
Me your love
And I'll give you
The perfect lovesong.
With
A divine
Beatles bassline
And a big old Beach Boys sound.

I'll match you pound for pound.
Like heavy-weights in the final round,
We'll hold on to each other
So we don't fall down.

Well, give
Me a wink
And I'll give you
What I think you're after.
With
Just one kiss
I will whisk you away
To where angels often tread.

We'll paint this planet red.
We'll stumble back to our hotel bed
And we'll make love to each other
'Till we're half dead.

Maybe now
You can see
Just what you
Mean to me.

Maybe now
You can see
Just what you
Mean to me.

Give
Me your love
And I'll give you
The perfect lovesong.
Give
Me your word
That you'll be true
To me always come what may,

Forever and a day.
No matter what other people may say
We'll hold on to each other,
'Till we're old and grey,
'Till we're old and grey,
'Till we're old and grey. 





Beijinhos a quem me deu a conhecer...e mudou a minha vida! :)

O que vais ser quando fores grande?

É uma pergunta que passamos muitos anos a ouvir e que, a dada altura, deixamos de colocar. Naturalmente, porque já "somos" grandes e também porque já "somos"alguma coisa. Mas seremos? A meu ver esta pergunta devia andar connosco na carteira, sempre connosco, e de vez em quando lá nos perguntávamos: "O que vou ser quando for grande?". Não vamos ser sempre maiores do que o que somos? Não vamos sempre caminhar na idade e na sabedoria - pelo menos na que se vai ganhando com a vida? Um dia seremos maiores do que o somos, ainda que menores no corpo que nos transporta. Mas ainda assim, seremos maiores e por isso há que procurar uma resposta a esta pergunta enquanto ainda temos tempo, criatividade, originalidade e disposição para isso. Não foi assim que fizemos a última vez? Não passámos a infância a ser criativos e originais o suficiente para escolhermos o que haveríamos de ser? Não nos moldámos às escuras, dentro de nós, sem ninguém ver? A mim parece-me que estamos constantemente a fazê-lo, por dentro, da mesma forma, sem ninguém ver. A grande diferença é que adiamos mais, teimamos em ter menos tempo disponível, menos sinceridade, para essa pessoa que se está constantemente a formar. Porque sim, estamos continuamente em mudança, em construção, em melhoria. Apercebi-me desta projecção no futuro há pouco tempo e ainda não decidi o que vou ser quando for grande, no que me quero reflectir, mas todos os dias consigo acrescentar uma linha à lista. Já vai longa...
Dou comigo à escuta. Escuto o vazio. Vazio que outrora falava por si só, consumia todos os segundos de todos os momentos, absorvia cada emoção, cada sentimento, cada vida. Dou comigo à procura. À procura de todo o ritmo que deixei parar, que permiti que arrefecesse na ideia de que sim, era melhor assim. Dou comigo a reviver e a descrever-me como a outra pessoa, por fora dela. Dou comigo a faltarem-me as palavras, às vezes as sensações, ainda que as mais simples, precisamente essas que nos transformam. Dou comigo a mudar, não sei bem para o quê, mas a sentir-me nessa metamorfose incessante, que às vezes me parece crescer, outras apenas afastar-me do que sou. Dou comigo a temer acordar amanhã e não conseguir escrever, deixar passar o que sinto, sorrir, lutar, defender o que acredito. Dou comigo a viver e a desgastar-me por isso. Uns dizem que é crescer, outros que é da idade. Por enquanto, vou continuar a procurar o meu espaço silencioso, o que me deixa ser eu própria, escrever com o coração nos dedos e amar como se amanhã não chegasse.

Ser criança

No regresso a casa vinha a conversar - como vem sempre, a conversar. Quando passámos perto do consultório do médico, lembrou-se:

Ele - Madrinha, há dias vi o Dr. Nuno na televisão!
Eu - É normal, ele faz muitas coisas e devia estar a falar de alguma delas. Ele é muito bom médico.
Ele - Então porque é que quando eu "estalei" o braço, não fui ao Dr. Nuno??
Eu - Porque ele é um Pediatra, que é um médico de crianças, e tu precisavas de ser visto por um Ortopedista, que é um médico só de ossos.
Ele - Mas madrinha, eu não sou uma criança.......
Eu - Ai não? Então és o quê amor?
Ele - Sou um pré-adolescente!

Eu não contive a gargalhada, mas ele sorriu, certo de que tinha razão. Ser criança é isto mesmo, é não querer ser criança, ter pressa de crescer, para "ser grande como o pai". Com 7 anos é-se pré-adolescente. E eu a pensar como é tão bom ser criança...e é!