Wednesday, July 27, 2011

O Casamento e a futilidade

Andam de  mãos dadas nos dias que correm. Casa-se porque sim: Elas porque querem muito um dia bonito, como nos contos de fadas; eles, porque elas querem - e também porque dá muito trabalho procurar um motivo para dizer não. Casa-se pela Igreja porque é bonito, porque a mãe ou a avó queriam muito e por isso não há missa nessa cerimónia, há só a celebração do casamento e pede-se para que seja uma coisinha rápida. Normalmente também se queixam que é muito caro casar pela Igreja e dizem que "depois admiram-se de não apanharem lá ninguém" sem se lembrarem que eles é quiseram casar pela Igreja, não foi a Igreja que os quis casar a eles. E mais, ter que ser baptizado (agora crismado também!)....que chatice, "depois claro, as pessoas afastam-se!". É para estas pessoas que escrevo hoje, para aquelas que "só não vão à missa porque não têm tempo" - não é por mais nada! Ser Cristão, como outras coisas importantes hoje em dia, dá trabalho, muito trabalho. Exige de nós, todos os dias, compromete-nos a cada passo na nossa vida e transforma-nos em cada batalha. Ser Cristão não é ir à missa todos os dias, não fica dentro da Igreja, da mesma forma que a celebração do casamento não termina na Igreja, depois da foto de grupo.
Este fim-de-semana aprendi muita coisa sobre o casamento religioso. Falou-se do compromisso que se assume para com a outra pessoa, um compromisso de amor, de fidelidade, de espiritualidade, afectividade, do entregar a nossa vida ao outro, à semelhança de Cristo. Falou-se de sexualidade, porque ela faz parte do matrimónio. Falou-se de saber perdoar, de saber viver com a outra pessoa, como ela é, e não como a imaginamos ou queriamos muito que fosse. O casamento é este desafio de "amar sem medida", de amar sem olhar a mais nada, de braços abertos. Parece fácil, mas não é. Nada! É um desafio diário, que se constrói, mais do que a cada dia, a cada pequena mudança, a cada nova situação. Não me venham falar de rotina, de monotonia quando somos dois seres tão diferentes, a procurar coisas tão iguais. Não pode haver monotonia num amor feito de contrários, de géneros, vontades, desejos, medos diferentes.
Como em tudo na nossa vida, a nossa relação com a outra pessoa, é aquilo que fazemos dela: mais ou menos verdadeira, mais ou menos intensa, tudo depende de nós.

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