Thursday, March 31, 2011

Há males que vêm por bem

Diz o povo e é verdade. Esta mudança toda já começa a dar frutos, e bons que eles são. Para já estou a gostar.

Nos dias como o de hoje

Toda a gente devia de ir trabalhar para a rua. E ao sol. :)

Friday, March 25, 2011

Só porque sim

Há muito tempo que pensava em fazer voluntariado. Ainda não tinha surgido a oportunidade, ou ainda não me tinha prestado o suficiente para a oportunidade me encontrar. Com os acontecimentos amontoados do final do ano, senti a necessidade de voltar à prática diária do Ioga. Voltei a frequentar as aulas porque não queria começar sozinha, depois de tanto tempo parada. Foi lá que a oportundade surgiu, quando uma senhora de seus 54 anos trouxe as fichas de inscrição da câmara para quem estivesse interessado. Nunca há tempo. Estamos sempre muito ocupados e com muita pressa, mas a verdade é que o tempo é aquilo que fazemos dele, por isso decidi que ia ser eu a decidir o que fazer com o meu tempo e inscrevi-me para voluntariado. Fiquei a saber que este é o ano do voluntariado, a melhor altura para começar, portanto :) Foi tudo muito rápido porque parece que a necessidade é muita. De entre as muitas pessoas que precisam de ajuda, escolhi o apoio a idosos em lares e centros de dia. Hoje fui à entrevista no lar, pequenino e acolhedor. Fiquei a saber que tem apenas 14 idosos, muitos acamados e outros tantos com alzheimer. A ajuda que pedem é, portanto, de cuidados básicos, como ajudar a alimentar os idosos e fazer-lhes alguma companhia. Não foi nisto que pensei quando pensei em voluntariado, mas o erro foi meu em pensar porque pensei do meu ponto de vista - é o egoismo que nos está intrinseco, a nós humanos,  aqui, no seu estado puro. Fiquei de ir lá experimentar, ver como se faz, compreender as necessidades e as rotinas. Não dá para levar o pensamento do "coitadinho" porque senão não duro uma hora; vou estudar estratégias e formas de controlar os sentimentos durante as duas horas semanais que lá vou passar. Vou conhecer-me melhor, conhecer melhor a condição humana, a sua fragilidade e força, e vou certamente crescer muito com tudo isto.
Vou fazer porque é preciso, porque a vida não pode ser só isto, porque se morrermos amanhã temos que deixar alguma coisa em alguém. Vou fazer porque a vida somos nós, todos, e não apenas eu e tu. Não garanto que vá conseguir, mas vou tentar e vou dar o meu melhor, prometo.

Thursday, March 24, 2011

No meu tempo

Nunca pensei dizer isto tão cedo, mas eu ainda sou do tempo em que quase ninguém tinha um computador em casa. Curioso que ao ler o livro "Pequenas Memórias", de José Saramago, pensava nas minhas memórias quando chegasse à idade dele. Claro que com histórias para contar, todos ficamos, uns mais que outros, mas todos temos um percurso de vida, um conjunto de vivências que nos marcam e que, por isso, permanecem connosco para sempre. Mas aquelas pequenas memórias, de escrever num quadro de ardósia, de andar descalço pelos campos, de pescar à linha num riacho, estas, não fazem parte do meu tempo. Então interrogava-me sobre o que iria eu contar quando chegada essa idade. Hoje percebi do que vou falar quando ao telefone com o meu afilhado, ele me perguntou se no meu tempo, nós levavamos o "Magalhões" - como ele lhe chama - para a escola todos os dias:

Eu - Então e estás contente com o teu computador novo?
Ele - Sim.....quer dizer, mais ou menos..... esta internet não é como a da avó....
Eu - É sim, são todas iguais :) Porque é que dizes isso?
Ele - Então, não está aqui nada para eu escrever!! Madrinha, esta internet não tem cá o google.....

A rir-me muito sem ele perceber, lá lhe ditei o endereço do google para ele escrever "na barrinha que tinha umas letras", mas o problema era maior, o pobre do "Magalhões" não tinha mesmo acesso à internet; então expliquei-lhe que era preciso configurar o computador primeiro...."e o que é configurar".... e esta é que foi bem difícil de explicar!! Mais à frente na conversa (que já ia longa, mas ele agora já é um homenzinho com 7 anos, já conversa muito!), perguntei-lhe se levavam o computador para a escola todos os dias, disse-me que não, e aí começou a conversa "do meu tempo":

Ele - No teu tempo vocês levavam o "Magalhões" todos os dias para a escola??
Eu - Oh amor....no meu tempo quase ninguém tinha um computador em casa......
Ele - Não!!?!?!?!?!?
Eu - Não.....e também ninguém tinha portáteis, quem tinha computador, tinha um como o da avó.....
Ele - Ai era........?
Eu - Sim, e a internet era uma coisa muito cara, só se podia estar um bocadinho por dia....e o computador era para toda a gente lá em casa.....
Ele - Aaaaí.....ganda seca Madrinha! Então quando iam passear não podiam levar o computador?
Eu - Não.....
Ele pensou um bocadinho e exclama:
Ele - No meu tempo vão haver carros voadores, e eu vou ter um!!! Achas que também vão inventar motas voadoras???
Eu - Acho que sim.....
Ele - Então vou ter antes uma mota voadora e vou voar pelo espaço!

E é isso mesmo, eu ainda sou do tempo do spectrum, das disquetes, da internet por modem que demorava uma eternidade e fazia uns apitos irritantes....eu ainda sou do tempo..... e cada vez mais vou ser! Venham essas motas voadoras, que também vou ser cota pa comprar uma! :P

Saturday, March 12, 2011

Como ratinho na roda

Curioso ter encontrado esta imagem hoje numa notícia.


Porque pouco tempo depois de ter mudado de projecto e consequentemente de equipa, conclui que somos como o rato na roda: só pode correr. E quando digo "somos" não estou a generalizar, estou a referir-me ao estado actual de todas as equipas daquele projecto. Não há opiniões, não há forma diferente de fazer as coisas, não há tempo e quase não há liberdade de expressão.... e como quem me conhece sabe, se há coisinha que eu não consigo, é ficar calada. Uma coisa é certa: há mais que uma hipótese, mas quando o rato sai da roda, ela continua a girar, mas depois pára. O rato que corre na roda é o mesmo que a faz girar. Analogias à parte, seguir especificações mal desenhadas sem qualquer outra explicação não é desenvolver software. E mesmo que seja, já não se usa. Basicamente, eu estava à beira do abismo e dei um passo para trás. O problema é que estava de costas.

Mas enfim, não estou sozinha na luta e isso já ajuda muito. Não se perdeu tudo, ganhou-se uma equipa unida e bem disposta e isso faz, realmente, toda a diferença :)

E por falar em luta, ganhámos a Eurovisão :)

Thursday, March 03, 2011

Presentinhu

Os The Gift editaram qualquer coisa que não é um álbum dos The Gift. É qualquer coisa ao lado, mas que não é The Gift. E o pior é que eu acho que eles ainda não se aperceberam disso. A ideia de vender o álbum online pelo que cada pessoa quiser dar, foi uma boa ideia. Recebe-se todos os dias uma música do álbum e assim se vai conhecendo o novo projecto. Eu dei 7,77 €. Não que não valesse mais, mas para o comprar, achei que era um bom preço ;)
A primeira impressão não foi boa. Confesso que estou um bocadinho desiludida, tanto que umas das músicas já tinha ouvido na rádio e parado para pensar que conhecia aquela voz de algum lado, mas logo interrompi este pensamento com outro do género "Não pode ser, não tem nada a ver". O facto é que quiseram fazer diferente, não quer dizer que tenham feito melhor. Enfim, para já deixo-vos esta, que me parece a melhor:

Wednesday, March 02, 2011

Sonhei....

Sonhei que era mais nova (ai, ai os sonhos realmente....!) e que estava com uma amiga que me era muito próxima. Íamos lanchar com os pais dela, mas o pai era tão "protector" (ou maníaco mesmo!) que para ninguém nos ver na rua, encolhia-nos e colocava-nos dentro da cabeça dele (!!!!). Então nós ficávamos muito, muito pequeninas e a visão da rua que tínhamos era de dois grandes buracos que eram os olhos do senhor. Era como se estivéssemos no cinema: estávamos sentadas numas cadeirinhas, tudo escuro à volta, e no lugar da tela, estavam duas janelas grandes e redondas que nos permitiam ver para onde o senhor olhava. Quando chegámos à pastelaria, voltámos a ficar grandes e lanchámos todos sentádos à mesa. Lembro-me ainda de ter ido ao balcão escolher um bolo para comer, mas estavam todos pendurados no tecto, como que num talho, pendurados em ganchos (!!!). Eu escolhi um deles, com creme por fora, mas ao tirá-lo a senhora viu que era de plástico e disse-me que tinha que escolher outra coisa.

E é assim. É nisto que passo as noites, a sonhar com coisas completamente fora do normal :D Eu acho que é a minha mente a fugir à normalidade, a gritar "Tu não és normal, não queiras ser!!!" E eu não quero. :) E o mais estranho é que é sempre, sempre tudo a cores: o creme do bolo era amarelo, dentro da cabeça do senhor era tudo muito vermelho....devo ser uma pessoa muito colorida, devo, devo :)
Gostei. :)