Thursday, December 29, 2011

É mesmo isto....


E não é por estarmos prestes a mudar de ano que as coisas vão ser diferentes, parece-me.....

Thursday, December 15, 2011

Algodão

Chama-se Projecto Algodão e o álbum dá pelo nome de Uma Falaciosa Noção de Intimidade, o que poderia bem ser o nome de um programa televisivo apresentado pelos Gato Fedorento. Mas não é. É antes um álbum que lá dentro tem músicas como esta:



É muito fora: do normal, do que ele próprio costuma cantar, do que estamos habituados a ouvir. Há duas ou três músicas que me ficaram no ouvido. Uma delas é esta e outra esta.
É bom poder conhecer.

Tuesday, December 13, 2011

De um lado o incessante remar contra a maré; do outro a sentença dada.

Todos os conselhos ouvirás, mas só o teu seguirás. Mais uma máxima lá de casa. E não é que é mesmo verdade?

É preciso decidir, é preciso decidir.....

Sunday, December 11, 2011

E porque é preciso ser favorável à mudança, o blog está mais leve. Penso que eu também....

A relatividade da distância

No último dia 7 a relatividade da distância foi mais uma vez confirmada. Desta vez pelo miminho que os papás me fizeram chegar:


São 28 rosas - porque era assim que se fazia antigamente :) - e vieram mas entregar a casa, sem eu desconfiar de nada. Foi uma agradável surpresa, trouxe-me um grande sorriso e um calorzinho no coração, quase como se os tivesse cá. A distância é mesmo relativa, estamos sempre no coração de quem nos ama.

Obrigada :)

Wednesday, December 07, 2011

Mais um aninho, mais uma voltinhaaaaaaaaaaaaaaa!

Lembro-me de comemorar os meus 25 anos aqui na empresa - e por esta simples frase já me denunciei quanto ao local de onde escrevo este post :) mas eu hoje posso TUDO - e toda a gente me dizer "Ninguém faz 25 anos.....!!". Este ano comemoro 28 e ninguém me diz nada parecido. Parece que fazer 28 anos não tem a mesma magia que fazer 25 e não acho que seja só pela mítica de fazer um quarto de século....hummmm....começo os 28 com desconfiança, será que vai acontecer alguma coisa aos 28 quen ninguém me disse ainda??? :D E por falar em acontecer, o que ficou por acontecer foi a minha viagem a Londres e até mesmo a Milão, fiquei antes por Aveiro.....é..........como dizer.....diferente. :) Enfim, aqui tenho o coração mais quentinho, embora sem a família este ano, com os amigos estamos sempre mais quentinhos. Parece-me que são estas as coisas que me vão acontecer durante este ano, prevejo que sim e mais não perguntei à Maya.....

E termino com esta fofice que a cunhadinha mais nova me fez chegar por email, embrulhada em muita amizade ;)

Tás velho quando....

Os teus amigos já não te ligam à 00h01 para te dar os parabéns...... :D

Wednesday, November 30, 2011

(In)Decisões

É preciso decidir. É preciso lembrar que depende de mim. É preciso fazer o que a vontade manda, mas também o que a cabeça quer. É preciso lembrar que nada é definitivo mas que nem todos o sabem. É preciso aprender e ensinar, é preciso evoluir. É preciso decidir.

Monday, November 28, 2011

Quando está sol, está bom para estar numa esplanada; Quando está chuva, está bom para estar em casa. Vocês já repararam que nunca está bom tempo para trabalhar????..........

Thursday, November 17, 2011

Tás velho quando.....

Ponderas comprar um CD ao invés de o sacar.....ou quando usas a palavra "invés" em vez de "em vez"....ou quando sequer escreves sobre isso....enfim......

Wednesday, November 16, 2011

Há dez anos atrás....

Não sei se por se aproximar a data do meu aniversário ou não, mas dei comigo a pensar naquelas noites de saídas até às tantas com os meus irmãos, ainda solteiros, e a minha cunhada, que na altura não o era - a mais nova só veio depois :). Naquelas noites em que saímos no mercedes branco a ouvir "Dormia tão sossegada" com o volume no máximo porque o mais velho dizia que íamos ouvir "aquela que ainda ninguém ouviu", para ouvirmos sempre a mesma. Dei comigo a pensar nisto e a sorrir, naturalmente, de saudades e de orgulho de termos passado por lá. Dei comigo a pensar que foi há.....há dez anos atrás! O que me levou a pensar no "cliché" de o tempo passar depressa e ao mesmo tempo a concluir que só passa depressa quando o preenchemos o suficiente para isso. Dez anos é uma vida, das pequeninas. Estes meus pequeninos dez anos estão cheios de bons momentos e recordações como estas e espero que os próximos se mantenham assim. Não estou velha, estou mais conhecedora :) É tudo uma questão de perspectiva e como a minha mãe sempre disse, e pelos vistos já dizia a minha avó (e eu hei-de dizer também porque isto parece que é uma questão familiar!!): Porque é que o Diabo sabe muito? Porque é velho. Afinal a idade não traz só as marcas que se vêm no corpo, traz também as que não vemos, na alma. Há que saber tirar partido disso!

Pode?

"Contigo ao meu lado a vida é um parto sem dor", pode-se cantar numa letra de uma música? Pode, se for o Jojo, pode.

Wednesday, November 02, 2011

Perfect Love Song

Sempre gostei muito, mas agora tem outro encanto....







O vídeo deixa muito a desejar, mas a letra compensa:



Give
Me your love
And I'll give you
The perfect lovesong.
With
A divine
Beatles bassline
And a big old Beach Boys sound.

I'll match you pound for pound.
Like heavy-weights in the final round,
We'll hold on to each other
So we don't fall down.

Well, give
Me a wink
And I'll give you
What I think you're after.
With
Just one kiss
I will whisk you away
To where angels often tread.

We'll paint this planet red.
We'll stumble back to our hotel bed
And we'll make love to each other
'Till we're half dead.

Maybe now
You can see
Just what you
Mean to me.

Maybe now
You can see
Just what you
Mean to me.

Give
Me your love
And I'll give you
The perfect lovesong.
Give
Me your word
That you'll be true
To me always come what may,

Forever and a day.
No matter what other people may say
We'll hold on to each other,
'Till we're old and grey,
'Till we're old and grey,
'Till we're old and grey. 





Beijinhos a quem me deu a conhecer...e mudou a minha vida! :)

O que vais ser quando fores grande?

É uma pergunta que passamos muitos anos a ouvir e que, a dada altura, deixamos de colocar. Naturalmente, porque já "somos" grandes e também porque já "somos"alguma coisa. Mas seremos? A meu ver esta pergunta devia andar connosco na carteira, sempre connosco, e de vez em quando lá nos perguntávamos: "O que vou ser quando for grande?". Não vamos ser sempre maiores do que o que somos? Não vamos sempre caminhar na idade e na sabedoria - pelo menos na que se vai ganhando com a vida? Um dia seremos maiores do que o somos, ainda que menores no corpo que nos transporta. Mas ainda assim, seremos maiores e por isso há que procurar uma resposta a esta pergunta enquanto ainda temos tempo, criatividade, originalidade e disposição para isso. Não foi assim que fizemos a última vez? Não passámos a infância a ser criativos e originais o suficiente para escolhermos o que haveríamos de ser? Não nos moldámos às escuras, dentro de nós, sem ninguém ver? A mim parece-me que estamos constantemente a fazê-lo, por dentro, da mesma forma, sem ninguém ver. A grande diferença é que adiamos mais, teimamos em ter menos tempo disponível, menos sinceridade, para essa pessoa que se está constantemente a formar. Porque sim, estamos continuamente em mudança, em construção, em melhoria. Apercebi-me desta projecção no futuro há pouco tempo e ainda não decidi o que vou ser quando for grande, no que me quero reflectir, mas todos os dias consigo acrescentar uma linha à lista. Já vai longa...
Dou comigo à escuta. Escuto o vazio. Vazio que outrora falava por si só, consumia todos os segundos de todos os momentos, absorvia cada emoção, cada sentimento, cada vida. Dou comigo à procura. À procura de todo o ritmo que deixei parar, que permiti que arrefecesse na ideia de que sim, era melhor assim. Dou comigo a reviver e a descrever-me como a outra pessoa, por fora dela. Dou comigo a faltarem-me as palavras, às vezes as sensações, ainda que as mais simples, precisamente essas que nos transformam. Dou comigo a mudar, não sei bem para o quê, mas a sentir-me nessa metamorfose incessante, que às vezes me parece crescer, outras apenas afastar-me do que sou. Dou comigo a temer acordar amanhã e não conseguir escrever, deixar passar o que sinto, sorrir, lutar, defender o que acredito. Dou comigo a viver e a desgastar-me por isso. Uns dizem que é crescer, outros que é da idade. Por enquanto, vou continuar a procurar o meu espaço silencioso, o que me deixa ser eu própria, escrever com o coração nos dedos e amar como se amanhã não chegasse.

Ser criança

No regresso a casa vinha a conversar - como vem sempre, a conversar. Quando passámos perto do consultório do médico, lembrou-se:

Ele - Madrinha, há dias vi o Dr. Nuno na televisão!
Eu - É normal, ele faz muitas coisas e devia estar a falar de alguma delas. Ele é muito bom médico.
Ele - Então porque é que quando eu "estalei" o braço, não fui ao Dr. Nuno??
Eu - Porque ele é um Pediatra, que é um médico de crianças, e tu precisavas de ser visto por um Ortopedista, que é um médico só de ossos.
Ele - Mas madrinha, eu não sou uma criança.......
Eu - Ai não? Então és o quê amor?
Ele - Sou um pré-adolescente!

Eu não contive a gargalhada, mas ele sorriu, certo de que tinha razão. Ser criança é isto mesmo, é não querer ser criança, ter pressa de crescer, para "ser grande como o pai". Com 7 anos é-se pré-adolescente. E eu a pensar como é tão bom ser criança...e é!

Monday, October 24, 2011

Incrédulas

Vão ficar as crianças quando na escola lhes falarem nas quatro estações. Vão abanar a cabeça e pensar: "Estes adultos.....inventam cada coisa.....".

Realmente, quatro estações só mesmo nas pizzas, e não são todas!

Tuesday, October 18, 2011

Famílias abertas e fechadas: o conceito

Há já muito tempo que penso neste conceito. Normalmente estes pensamentos mais persistentes, ou que eu própria dou a oportunidade de viver, acabam aqui, no blog, traduzidos para qualquer coisa mais concreta, mais, ou menos próximo daquilo que são.
Este conceito de família aberta ou fechada persegue-me já há alguns anos. A minha família - que ainda vejo como os meus pais e os meus irmãos, mas que, de facto, se afasta cada vez mais desse pequeno núcleo, para ser já os meus pais, os meus irmãos, as minhas cunhadas, os meus sobrinhos e o agora meu marido! - sempre foi uma família aberta, às vezes escancarada - e ainda tendo eu já a minha família (de apenas dois elementos, mas já uma família), tenho-os sempre todos como a minha família. Uma família aberta é uma família onde nós conseguimos estar sem perceber que não é a nossa família, ou seja, é uma família aberta aos outros. Aberta de coração, de mente, de exemplos, de preconceitos - aqui mais liberta. Uma família aberta põe um lugar a mais na mesa, sem perguntar se vais querer jantar; uma família aberta, dá-te os copos para levares para a mesa e quando vês estás no meio das tarefas daquele momento; uma família aberta é um exemplo, faz-te ver como as famílias devem ser, sem provocar inveja ou discordâncias; uma família aberta, deixa-te entrar antes de quereres, e quando dás conta, fazes parte dela há anos. Isto é uma família aberta, é o meu conceito de família, é o que os meus amigos conhecem, é ter amigos que conhecem os meus pais e gostam deles como amigos também. Uma família é isto, não há ninguém melhor ou pior que ninguém; não há ser mais ou ter mais, não há o espreitar pelo canto do olho para ver se os filhos do vizinho se portam pior do que os nossos, não há aquela voz a sussurrar que os meus filhos são melhores do que os dos outros. A minha mãe sempre disse que os dela não eram melhores nem piores, eram iguais. E somos. Não há melhor nem pior, só se gosta mais dos nossos - digo eu que não tenho nenhum! É este o meu conceito de família, é uma casa cheia, é uma mesa com mais de vinte, todos apertados, mas contentes; é dormirem uns nos quartos, outros no chão, outros no carro, outros na caravana e quando a malta mais nova chegava da noite, trocava com os que se estavam a levantar de manhã e que já tinham dormido tudo. Bem sei que não se pode viver assim para sempre (ou pode, talvez haja quem o faça, a Isabel Allende parece que tenta, pelo que escreve) e que nem todas as pessoas se adaptam a um ritmo de gente tão "preenchido", mas ainda assim, com menos gente, com aquela que nos rodeia, mas ao menos com esses, sejamos uma família aberta. A alternativa é ser uma família fechada que começa logo com a mentira de não ter problemas, porque não os partilha, porque não deixa que ninguém os conheça, para que não digam que têm "defeitos". Depois disso vem o egoísmo de pensar que os filhos que têm são sempre melhores do que os outros, ainda que seja evidente quando assim não é. Mais do que este egoísmo, perturba-me aquele outro que deixa de dar aos outros para dar aos deles, ainda que não lhes seja de direito; ao invés de se partilhar por todos o que é de todos, não, tenta-se sempre desviar para aqueles, que são os especiais, porque são "os da família". Pois evidentemente que se quer sempre o melhor para os que trazemos mais dentro do coração, mas não se prejudica ninguém por esse motivo. Pode não se favorecer o outro em prol daqueles que mais amamos, mas também não se vai magoar o outro que, se pararmos para pensar - mas aqui é preciso, lá está, pensarmos um bocadinho nos outros, o que nem todos conseguem! - também há-de ser muito querido por/de alguém.
E depois? Vai-se andar a vida toda atrás deles? Daqueles que são "especiais" porque são da família? É que depois eles crescem e vão ter eles próprios famílias fechadas, só os braços é que alargam, para cercar aquela gentinha "especial", que têm que ser todos muito protegidos porque sabem mais do que os outros, sabem que são "especiais". Esta mesquinhez enoja-me. E entristece-me saber que hoje em dia há cada vez mais famílias assim. Tenho pena deles, que não sabem como é bom poder fazer crescer a família sem ter necessariamente que partilhar o sangue, mas antes o coração que o bombeia...e esse sim, é um sentimento especial.
Eu sou muito feliz porque tenho uma família grande, cheia de pessoas com o mesmo sangue que eu e outras tantas que conheci por aí, pelas estradas da vida e que ainda hoje são da minha família aberta. Sejamos abertos, de mente e de coração.

Friday, October 14, 2011

Contado, ninguém acredtia.....

Qual é a probabilidade de acordarem de manhã, abrirem a porta do terraço, e terem um cão no vosso terraço? Bastante alta se tiverem um cão, claro está! Mas muitíssimo reduzida se na noite anterior não estava lá cão nenhum! Pois bem, hoje de manhã saio para o terraço de alguidar em punho e eis que me deparo com um cão de porte médio, orelhas grandes e ar amoroso, a dormir em cima da roupa que tinha deixado estendida na noite anterior. O estendal estava tombado, as toalhas no chão e ele a dormir em cima delas. Quando me viu, ficou desconfiado, mas continuou deitado. Eu tive vontade de entrar e voltar a sair (à la informática), para ver se havia ali algum problema com a matriz :) Tinha sono, mas não justificava aquela "visão". Enfim, fui buscar a comida do Zero e pensei em dar-lha, aproximar-me dele, fazer-lhe umas festinhas e depois ajudá-lo a sair, para ir à vida dele, que também devia ter mais que fazer do que estar ali! Quando segurei a maçaneta da porta e ele percebeu que me ia aproximar, começa a rosnar e a ladrar e ao mesmo tempo a tremer como varas verdes. Eu, que conheço o caso do anão e do gato que tinha a bactéria da meningite e lhe ferrou uma mão - só histórias! - e sendo este um cão e não um gato, achei melhor manter a porta fechada. Enquanto isso, o terraço estava nojento e as minhas toalhas ali no chão, no meio daquela imundice toda...
Aqui no trabalho o pessoal diz que o cão teve uma noite difícil, bebeu de mais, perdeu-se, caiu do muro para dentro do terraço e hoje de manhã abriu os olhos e pensou "Onde é que eu estou?" :) Que caiu do muro, é um facto, porque se fosse um gato não caia, saltava lá para dentro com a mesma facilidade com que saía, já um cão não, alguém o tem que tirar porque o menino caiu.....tsss, tsss....

Enfim, para melhorar ainda mais a história, quando ligámos para a câmara municipal, para pedir que o canil municipal recolhesse o animal, do outro lado do telefone estava um senhor simpático que nos dizia que tem muita pena, mas a carrinha que anda no exterior é só uma e que por isso só a tem na terça-feira à tarde e que só nessa altura, se não acumular muito trabalho entretanto, pode levantar o animal. Parece anedota: "Olhe, fique com o bicho aí preso no terraço até terça-feira".....são só 5 dias!!! Nem vou pôr a questão se fosse outro animal qualquer ou noutras condições, mas enfim....

A sorte (e agora é a parte extremamente irónica) é que a vizinha do lado tinha feito o favor de nos denunciar a cobertura que colocámos há pouco tempo no terraço. Vizinhos assim, está bem! Só não está bem a ver é quem é que veio chatear, mas tudo bem, vamos fazer por lhe mostrar e já não falta muito. E assim sendo, com este favor amoroso que a nossa querida vizinha do lado nos fez, tivemos esta semana em casa dois agentes da Polícia Municipal em nossa casa que, não só estavam muito habituados às "peculiares" denúncias que a senhora faz (muitas vezes, ao que parece!!), como também estavam muito habituados a situações destas, de terraços e coberturas. Posto isto, ainda foi uma sorte ter ficado com o número dos agentes e poder-lhes ligar hoje a pedir a ajuda para mais um acontecimento no nosso terraço. É tudo uma questão de perspectiva, afinal a senhora ainda nos fez um grande favor - só para que não hajam dúvidas: continuo a ser irónica.

Mas a história já vem de trás, porque numa tarde de sol o vizinho de cima bate à porta a perguntar se tínhamos répteis em casa. O_O ora, o J. ficou a olhar para ele com aquele pensamento óbvio: Andaste outra vez a fumar daquelas coisas. O que era, efectivamente, verdade, já que uma vez por outra apareciam umas beatas no chão do nosso terraço que denunciavam (este verbo hoje está aqui em grande!) o rapaz. Ele respondeu então que não, não tínhamos répteis como animais de estimação, ao que o rapaz respondeu que tinha visto uma cobra dentro do nosso terraço. o_O Não sei se ele achava que tínhamos uma cobra e que de vez em quando a "levávamos à rua", qual bichano amoroso que gosta de apanhar ar e brincar com os donos ao ar livre. Novamente o pensamento de "quanto será que ele tinha fumado para ver aquelas coisas". Mas o rapaz que já devia ter adivinhado este tipo de pensamentos nas nossas expressões, deu-se ao trabalho de fotografar a cobra - ou isso, ou porque ele mesmo não acreditava no que estava a ver... - e por isso, ficámos com a foto para prova do facto. Mas enfim, a cobra "rabeou" até encontrar o esgoto da água e foi à vida dela, já o cão.....ou ganha asas e voa ou pelo esgoto não me parece que saia.

E pronto, o nosso terraço é motivo de muitas e muitas histórias, como podem ver, e mais não vos contei as das ratazanas..........mas essa fica para outro post que agora é hora de almoço e pode cair mal.....


Haja histórias para contar!

Tuesday, October 11, 2011

Um erro comum

Se há pessoas que agradecem quando as corrigimos, outras há porém, que ficam a desejar que não existíssemos naquele momento. Nem sempre é fácil ser-se corrigido, mas é sempre uma nova oportunidade de aniquilar para sempre aquele erro. Refiro-me a erros gramaticais, de português corrente, falado ou escrito. Um erro muito comum é o "houveram muitos problemas hoje", porque realmente os problemas existiram, mas não "houveram". Até pode não "soar" bem, mas a forma correcta é "houve muitos problemas hoje" (e só não soa bem, porque não estamos habituados!). Isto porque o verbo haver é impessoal quando aplicado no sentido de existir, acontecer, e assim sendo, não tem sujeito e deve ser sempre empregue na terceira pessoa do singular: houve. No entanto, a palavra houveram existe e pode ser utilizada, mas apenas no sentido de ter, como por exemplo "Houveram de esperar muito tempo" - e outra vez, não soa bem, mas não quer dizer que esteja incorrecto.

Sempre a aprender, ahn?? :)


Meus amigos, isto é quase serviço público :P

Mas afinal, o que vai acontecer?

O meu afilhado do coração, começou a pensar sobre o assunto e não percebia muito bem o que ia acontecer e porque é que de repente toda a gente falava tanto no casamento da madrinha. Veio perguntar-me:


Ele - Oh madrinha, mas afinal o que vai acontecer?


Eu - Então, a madrinha vai casar, vai haver uma grande festa, onde vamos estar todos e vai ser muito divertido.


Ele - E eu também vou a essa festa?


Eu - CLARO que vais amor!! Então tu depois até vais lá ajudar numas coisinhas e tudo....


Ele - Então e mas e depois disso, o que é que vai acontecer? O que é que vai mudar? Tu vais-te embora?....


Eu - Não amor, não me vou embora! Não vai mudar nada aqui em casa, só que a madrinha e o J. agora são uma família pequenina dentro da nossa família grande....


Ele - Ah....é só isso....


E lá foi jogar à bola, um tanto ou quanto pensativo.

Passados uns dias concluiu para o pai:

Ele - Olha pai, afinal sempre é bom a madrinha ir casar com o J, porque depois eles têm filhos e eu ganho primos.



É uma perspectiva optimista: todos ganham, não há que ter medo. Desde que ninguém se vá embora, está tudo bem. É muito simples o mundo das crianças, nós é que o complicamos com a teimosia de crescer.
Ver tudo com o coração. Era o que todos devíamos fazer, sempre. Não é com os olhos, que estão perto do cérebro, é com o coração.

Outra vez...

Não pára de me surpreender este Jójó....



O fim
Ontem julguei ter visto a luz
Nas horas brancas conduzi o despertar
E fui subindo a escada
Que me separava do meu fim
Abandonei quem já passou
Fechei os olhos e previ o que encontrei
E foi nesta viagem
Que percebi que não estou só



Não encontrei o vídeo, procurem vocês....também têm que fazer alguma coisinha, não??? :p

Thursday, October 06, 2011

Um amor impossível

Chama-se Zero. É amoroso, felpudo, brincalhão, faz muito ron-ron e ainda por cima não se importa que lhe aperte a barriga!!! Não podia ser melhor!




A idéia era termos o Zero e o Um e com isto sermos geeks até nos nomes que damos aos nossos animais de estimação, mas como o próximo disponível é uma gata, resolvemos passar ao feminino que, como toda a gente sabe, é Uma. O gaijo diz que devia ter H para ficar mais in.

Nem toda a gente sabe, mas a verdade é que sou asmática e uma das coisas que me provoca asma, é mesmo o gato. Nem todos, é um facto, mas trazer o Zero cá para casa foi mesmo isso, um risco. A C. veio para jantar e trouxe o Zerinho, aproveitámos para estrear o terraço com um fondue delicioso - mesmo a calhar! No final do jantar, sem ter muito contacto com o Zero, já a minha respiração era mais presa e já tinha que fazer mais força para respirar. Ao final da noite já tive que recorrer à bomba e ficar deitada na cama para não me esforçar. Respirar devagar, manter a calma e beber um café - ou descafeinado - pois ajuda a dilatar os alvéolos pulmonares. Pior que ontem foi hoje. Há muito tempo que não me sentia assim, fazer força para respirar e o ar que nos entra nos pulmões não é suficiente, as lágrimas corriam-me de desânimo e desgosto. E o ar pouco e sofrido a entrar no peito. Os pulmões a doer da força que fazem para respirar, e o barulho do ar a entrar pelos brônquios inflamados que o apertam e não o deixam passar. Todos os fumadores deveriam ter uma experiência assim, para poderem dar o devido valor ao sistema respiratório que têm e ao precioso ar que respiram, todos os dias, sem qualquer esforço. O dom da vida, que desperdiçamos todos os dias.
O Zero vai amanhã embora, provisoriamente, quero pensar. Entretanto vou consultar um especialista e perguntar-lhe se consigo, com o tempo e alguma ajuda, ganhar defesas. O facto é que toda a minha infância vivi com gatos, entre crises de asma e vacinas de combate à alergia, lá ia crescendo, sem ter a noção de que isto ia viver comigo todos os dias. Foi o meu avô que me deixou esta herança, pai da minha mãe que trabalhava numa oficina e era alérgico ao óleo :/ Eu não me posso queixar, comparativamente, já que hoje temos vacinas, anti-histamínicos, bombas, comprimidos e outra catrefa de coisas que podiam ter ajudado o meu avò a trabalhar mais e melhor. Portanto, o erro foi mesmo deixar de os ter por perto, os gatos, já que por último já não tinha qualquer reacção, o corpo já se tinha "habituado" e ganho algumas "defesas", não todas, mas as suficientes para agora poder ter um gato em casa e conseguir respirar ao mesmo tempo, como as pessoas normais.
Ficam as memórias da Mimosa (para sempre!), uma gata que viveu comigo dezoito anos, que me seguia para todo o lado, que sabia todos os meus segredos, que estudava e dormia comigo, que chegou a ter gatinhos em cima da minha cama e debaixo dela, no meio dos sapatos. Não havia alergias que nos separassem. Foram dezoito anos, como posso não me lembrar? Como posso não conhecer as manhas, os gostos, os feitios, as particularidades desse curioso animal que é o gato?

Esta limitação que trago no peito, esta caixinha que nem sempre funciona, faz-me pensar como somos pequeninos e frágeis e como decidimos tão pouco da nossa vida. Hoje é um dia triste.

Tuesday, August 09, 2011

Vou arranjar uma buzina, daquelas dos jogos de futebol, para poder buzinar aos senhores condutores que me buzinam só porque não lhes dá jeito que esteja ali, na estrada. Que chatice, "estes gaijos das bicicletas". Eu também tenho um carro em casa...só fiz outra escolha....

Monday, August 08, 2011

"Writing SW from requirements is like walking on water. It's much easier if it's frozen."

Esta frase já andava pelo blog como comentário e realmente - também a mim! - nunca mais me saiu da cabeça. Desde que vim para este projecto, cada vez mais e mais, me apercebo de como é verdadeira. Importa é vender, não interessa o quê, nem com que qualidade....não interessa, tão pouco, se existe! Espectáculo. E o facto, é que vende mesmo. Já pensei que isto fosse bom, agora sinceramente não sei.....


Friday, July 29, 2011

É assim




Gira, ahn?? :)

O meu primeiro furo

Algum dia havia de ser! E mesmo assim, ainda se passou um ano....ou perto disso. Podia ser muito aparatoso, mas não foi :) Foi um furinho muito discreto e simpático, já que foi deixando passar o ar de forma muito vagarosa, para que me pudesse aperceber a tempo e remendar o pneu. Claro que eu não o remendei a tempo e quando saí do trabalho tinha a roda bem vaziazinha. Isso de fazer as coisas a tempo nunca foi muito comigo :S Mas prevenida sou, até porque o meu Pai sempre me disse:

O seguro morreu de velho; mas a prudência, ainda foi ao enterro do seguro.

Portanto, tinha uma bomba nos alforges, sim senhores! Não são só para carregar as compras :) E pronto, deu para chegar a casa; mais que isso não, e foi com muito cuidado. Pelo caminho lembrava o alguidar com água e o meu pai com muita paciência, a mergulhar cada centímetro da câmara-de-ar, a apertar à espera que as bolhinhas de ar gritassem "É aqui o furo!". Depois colava-se um remendo preto, com um rematezinho laranja e passava-se toda a câmara-de-ar - depois de seca ao ar - com pó-de-talco, para absorver bem a humidade e não estragar a borracha :D Não sei se era exactamente isto, mas é do que me lembro. Se eu tivesse remendado a minha bicicleta, para além de escrever com mais certeza e detalhe, significava que estava descontraída e com tempo livre para ir comprar remendos e câmaras-de-ar. Talvez para o próximo ano. :)

Wednesday, July 27, 2011

Homem pequenino

Homem pequenino: ou velhaco ou dançarino.

Pelos que tenho conhecido, confirma-se....não dançam grande coisa. E mais, ainda não os vi dançar.

O Casamento e a futilidade

Andam de  mãos dadas nos dias que correm. Casa-se porque sim: Elas porque querem muito um dia bonito, como nos contos de fadas; eles, porque elas querem - e também porque dá muito trabalho procurar um motivo para dizer não. Casa-se pela Igreja porque é bonito, porque a mãe ou a avó queriam muito e por isso não há missa nessa cerimónia, há só a celebração do casamento e pede-se para que seja uma coisinha rápida. Normalmente também se queixam que é muito caro casar pela Igreja e dizem que "depois admiram-se de não apanharem lá ninguém" sem se lembrarem que eles é quiseram casar pela Igreja, não foi a Igreja que os quis casar a eles. E mais, ter que ser baptizado (agora crismado também!)....que chatice, "depois claro, as pessoas afastam-se!". É para estas pessoas que escrevo hoje, para aquelas que "só não vão à missa porque não têm tempo" - não é por mais nada! Ser Cristão, como outras coisas importantes hoje em dia, dá trabalho, muito trabalho. Exige de nós, todos os dias, compromete-nos a cada passo na nossa vida e transforma-nos em cada batalha. Ser Cristão não é ir à missa todos os dias, não fica dentro da Igreja, da mesma forma que a celebração do casamento não termina na Igreja, depois da foto de grupo.
Este fim-de-semana aprendi muita coisa sobre o casamento religioso. Falou-se do compromisso que se assume para com a outra pessoa, um compromisso de amor, de fidelidade, de espiritualidade, afectividade, do entregar a nossa vida ao outro, à semelhança de Cristo. Falou-se de sexualidade, porque ela faz parte do matrimónio. Falou-se de saber perdoar, de saber viver com a outra pessoa, como ela é, e não como a imaginamos ou queriamos muito que fosse. O casamento é este desafio de "amar sem medida", de amar sem olhar a mais nada, de braços abertos. Parece fácil, mas não é. Nada! É um desafio diário, que se constrói, mais do que a cada dia, a cada pequena mudança, a cada nova situação. Não me venham falar de rotina, de monotonia quando somos dois seres tão diferentes, a procurar coisas tão iguais. Não pode haver monotonia num amor feito de contrários, de géneros, vontades, desejos, medos diferentes.
Como em tudo na nossa vida, a nossa relação com a outra pessoa, é aquilo que fazemos dela: mais ou menos verdadeira, mais ou menos intensa, tudo depende de nós.

Friday, July 22, 2011

Wednesday, July 13, 2011

Depressa e bem, não há quem.

ou

Depressa e bem, não faz ninguém.


É uma grande verdade.

Monday, July 11, 2011

"Só se consegue perdoar na proporção em que se ama".
                                                                       La Rochefoucauld
Ora vamos lá relembrar: os ciclistas têm prioridade nas rotundas, antes não tinham, mas agora, actualmente, têm. Portanto, vamos lá a ter calminha, sim?? Obrigadinhaaasssss.

Wednesday, June 29, 2011

Faz de conta

Quero o silêncio do arco íris
Quero a alquímia das estações
Quero as vogais todas abertas
Quero ver partir os barcos
Prenhos de interrogações

Amo o teu riso prateado
Como se a lua fosse tua
Vou pendurar-me nos teus laços
Vou rasgar o teu vestido
Eu quero ver-te nua

Vivemos no tempo dos assassinos
Tempo de todos os hinos
Ouvimos dobrar os sinos
Quem mais jura
É quem mais mente

Vou arquitectar destinos
Sou praticamente demente....... 

Eu quero ver-te alucinado
Eu quero ver-te sem sentido
Sem passado e sem memória
Quero-te aqui no presente
Eternamente colorido

Porque abomino o trabalho
Se trabalhasse estava em greve
Se isto não te disser tudo
Arranja-me um momento mudo
O menos possível breve 

Vivemos o tempo dos assassinos
Tempo de todos os hinos
Ouvimos dobrar os sinos
Quem mais jura
É quem mais mente

Vou arquitectar destinos
Sou praticamente demente....... 

Amo o teu riso prateado
Como se o Sol só fosse teu
Vou pendurar-me no teu laço
Amachucar-te essa camisa
Como se tu fosses eu
Como se tu fosses eu
Como se tu fosses eu





Faz de conta que eu não estou a trabalhar. Faz de conta que me estão a cantar isto ao ouvido. Faz de conta de estou num relvado fofo e cheio de sol. Faz de conta.

Wednesday, June 01, 2011

E por falar em dizer....

Está oficialmente aberta a nova categoria "Dizeres". Enquadra-se perfeitamente no blogue e já me tenho lembrado muitas vezes da criar como forma de guardar dizeres, ditados, provérbios ou frases típicas dos "antigos", que reflectem a sua sabedoria e que são sempre muito peculiares. Quem mais vai alimentar esta minha categoria são os papás, que os sabem aos montes :)

Em ar de inauguração, deixo-vos este:

"Mais vale um burro aos coices numa azinhaga estreita."

E o que significa? Bom, pode dizer-se como termo de comparação com uma situação menos desejada. Por exemplo: "Mais vale um burro aos coices numa azinhaga estreita, do que ter o Sócrates como Primeiro Ministro outra vez." Hum? Que dizem? Pensem bem nos mimosos coices do burro....

Max Raabe

Descobri o senhor Max Raabe que parece ser um expert em covers concentrados num estilo muito próprio e característico. Estava na playlist de uma cantora na TSF - sim, sim, um sinal da idade ouvir a TSF em vez da Antena3 :)

Aqui vos deixo Oops I did it again:


Max Raabe - Oops I Did it Again (Britney Spears) por goldrausch

Não deixem também de ouvir Sex Bomb ou mesmo Tainted Love. Mais que isto não porque começa a ser "mais do mesmo", mas uma vez por outra, ouve-se bem ;)

Tuesday, May 31, 2011

Por vezes encontramos pessoas no nosso caminho que sabemos à partida, que mais tarde ou mais cedo, vamos ter que abandonar. E abandonar é mesmo a palavra: vamos ter que deixar de parte e seguir o nosso caminho. São aquelas pessoas que estão demasiado moldadas aos seus próprios interesses, que tudo fazem com um propósito muito particular e que quase já perderam a naturalidade de viver de tão calculistas que são. Hoje fiquei com a sensação que encontrei uma dessas pessoas. A dada altura terei que escolher entre os meus valores, entre aquilo que acredito e defendo como correcto, e um outro interesse que essa pessoa me irá propor. Eu vou negar e vou seguir o meu caminho. Para já, e sem que eu soubesse, trouxe-me coisas boas e inesperadas. Mas eu sei que controlamos muito pouco do rumo da nossa vida e sei que ela vai muito para além do que conseguimos trazer para casa todos os meses, e por isso, vou escolher seguir o meu caminho. Quero ser eu própria e isso nem sempre é fácil quando as influências são no sentido oposto.

Descobri

A história perfeita para o meu livro. Verdadeira.
Decidi que a vou começar a escrever, muito calmamente, nos próximos anos.

Afinal não fiquei

Ando há já algum tempo para escrever sobre a conclusão desta minha decisão. Foi numa quarta-feira que me dirigi ao lar para o meu primeiro dia como voluntária. Ia cheia de força e optimismo porque sabia que não ia ser fácil. Fiquei a saber que o lar é privado e que tem apenas quatro funcionárias que fazem turnos de duas de cada vez. Achei pouco, para tantos idosos. Elas disseram-me que era assim, que não havia mais gente e que ia ser muito difícil contratarem mais pessoas para aquela posição. Fiquei a saber que todos os idosos eram visitados regularmente (numa média semanal) por familiares e amigos. Fiquei ainda a saber que muitos deles eram muito conhecidos, quer na cidade de Aveiro, quer nas aldeias vizinhas. Fiquei  a conhecer as instalações do lar e os hábitos das empregadas. Estive com a Dona Alegria e ajudei-a a jantar, muito devagarinho, colherada a colherada e garfada a garfada. Soube da vida dela, de como gostava de ir à feira de Março quando era nova e de como veio para Aveiro há mais de sessenta anos. Disse-me que no lar "estava há pouco tempo, muito pouco tempo". "Desde que abriu, há treze anos", corrigiu depois a funcionária. Disse-me que não tinha a certeza se tinha noventa ou noventa e um anos, mas que noventa tinha de certeza, se era mais ou não é que já não sabia. Gostei de conhecer a D. Alegria que tinha noventa ou noventa e um anos. Foi uma boa experiência, mas não foi suficiente para ficar. Realmente o lar é privado, tem boas condições, as pessoas pagam para estar ali e o mínimo que podiam fazer era contractar mais pessoas como auxiliares, como funcionárias do lar, porque era isso que fazia falta ali, e as próprias funcionárias concordaram comigo. O voluntariado que se pode fazer ali não é tanto com as pessoas, não é tanto aquele bocadinho de descontracção - atendendo que a idade média do lar são os noventa anos -, é antes no sentido de apoio e auxilio a uma instituição privada que alberga ainda uma creche com mais de trinta crianças e que tem obrigação de dispor de pessoas suficientes para prestar o serviço necessário aos seus utentes. Neste caso em particular, o voluntariado pareceu-me uma forma simpática de conseguir mão de obra por um preço consideravelmente mais baixo. Mais, pareceu-me que em tempo de "crise" como todos dizem andar, não seria nada de extraordinário contractar mais uma pessoa, ainda que com um ordenado mais modesto ou até em part-time. Por isso decidi não voltar, não era isto que queria ter encontrado. Não se trata do que eu quero. Chegaram-me a dizer lá nas aulas de Ioga que aquilo era tudo "floreado" meu à volta de uma situação simples. Talvez seja, mas para já vou ficar assim. Fiquei sensibilizada com a causa e não coloquei a hipótese totalmente de parte. Entretanto o novo projecto tem-me devorado o pouco tempo livre que me sobra e por isso não ousei voltar a experimentar. Quero ter a certeza do quero fazer e que o consigo fazer bem. Claramente, este não era o momento. Cheguei a sentir-me mal por ter desistido, mas nada é definitivo e há que pensar que estou sempre a tempo de voltar a experimentar, de me dar a uma nova oportunidade. Tudo nos faz crescer e espero crescer no sentido de conseguir ser uma boa voluntária. No entretanto, vou sendo uma voluntária no dia-a-dia, vou voluntariando o meu coração àqueles que me rodeiam. Pode ser pouco, mas para já é o que consigo fazer bem.

Friday, May 06, 2011

Pra quem quer

Márcia. Gosto.



" .... que a vida joga a sorte pra quem quer, chega só na dose errada e às vezes sem se ver...."

Tuesday, May 03, 2011

Como é que se sabe se um iogurte spicy está azedo?

Thursday, April 21, 2011

Eles "andem" aí....

Ontem, numa das muitas idas ao supermercado, encontrei um alentejano. Eles andam por aí, e como eu, pelo norte também!
Já tinha as compras todas no tapete e preparava-me para as recolher do outro lado da caixa, quando vejo o senhor a passar dois bacalhaus. "Isso não é meu...", disse, e heis que aparece um senhor baixinho, careca, todo despachado a pedir desculpa "à menina", porque tinha ido ali cumprimentar um compadre. "Sabe, é que nós no alentejo falamos assim uns pós outros", dizia. E lá teve a marcar o código e a enganar-se algumas vezes. Pediu muita desculpa pela demora, desejou uma boa Páscoa a todos, e saiu. Eu sorri e disse que não havia problema e retribui os votos. Já no carro, a carregar as coisas para a mala, o senhor volta a falar comigo, "Oh menina desculpe lá a demora, mas a gente lá no alentejo somos assim mais para o demorado!", e ria-se muito. Quando lhe disse que também era uma alentajana no norte, foi uma festa e até me contou uma anedota:

Estão dois alentejanos num tasco e entram dois nortenhos. Um dos alentejanos diz para o taberneiro:
- Oh compadre, sirva lá um copo àqueles dois cabrões que acabaram de entrar, que pago eu!!
Os nortenhos ficaram muito indignados com o alentejano, que lhes estava a chamar cabrões, e diz um deles  para o alentejano:
- Olhe. que vocês lá na vossa terra se chamem cabrões, tudo bem, mas eu não lhe admito!!!
Ao que o alentejano, calmamente, lhe responde:
- Compadre tenha calma, nós lá no alentejo chamamos cabrões uns aos outros porque a gente sabe que não é.....agora você aí todo danado, parece que é!


Ahahahaha! Gostei da boa disposição do senhor, do alto dos seus 80 anos e a dizer que só morria aos 100. Mais, ainda fiquei a saber que veio para Ílhavo depois do 25 de Abril, porque lhe roubaram tudo o que tinha em Serpa; que trabalhava com madeira e carvão; e se tivesse um bocadinho mais do feitio do meu Mega Pai, ainda tinha ficado a saber a sua data de nascimento e o mais provável era ainda agora lá estar, a falar com o senhor e já sermos muito, muito amigos! :)

Wednesday, April 20, 2011

O talento informático

Descobri isto:



E o mais curioso é que o baterista trabalha aqui na empresa. Sempre há talento entre os informáticos! - E até podia haver um programa de televisão sobre isto! :)
Cada vez mais somos um espécie diferente, e ainda bem! Acho que caminhamos para o equilíbrio entre o gosto pela informática (seja lá o que isso signifique!) e uma vida social simpática - ou alguma vida social!

Gosto, gosto, gosto! E tem um clarinete!! Buéda!

E por falar em crise.....

Amanhã há tolerância de ponte da parta da tarde. Viva à coerência. Viva.

Thursday, March 31, 2011

Há males que vêm por bem

Diz o povo e é verdade. Esta mudança toda já começa a dar frutos, e bons que eles são. Para já estou a gostar.

Nos dias como o de hoje

Toda a gente devia de ir trabalhar para a rua. E ao sol. :)

Friday, March 25, 2011

Só porque sim

Há muito tempo que pensava em fazer voluntariado. Ainda não tinha surgido a oportunidade, ou ainda não me tinha prestado o suficiente para a oportunidade me encontrar. Com os acontecimentos amontoados do final do ano, senti a necessidade de voltar à prática diária do Ioga. Voltei a frequentar as aulas porque não queria começar sozinha, depois de tanto tempo parada. Foi lá que a oportundade surgiu, quando uma senhora de seus 54 anos trouxe as fichas de inscrição da câmara para quem estivesse interessado. Nunca há tempo. Estamos sempre muito ocupados e com muita pressa, mas a verdade é que o tempo é aquilo que fazemos dele, por isso decidi que ia ser eu a decidir o que fazer com o meu tempo e inscrevi-me para voluntariado. Fiquei a saber que este é o ano do voluntariado, a melhor altura para começar, portanto :) Foi tudo muito rápido porque parece que a necessidade é muita. De entre as muitas pessoas que precisam de ajuda, escolhi o apoio a idosos em lares e centros de dia. Hoje fui à entrevista no lar, pequenino e acolhedor. Fiquei a saber que tem apenas 14 idosos, muitos acamados e outros tantos com alzheimer. A ajuda que pedem é, portanto, de cuidados básicos, como ajudar a alimentar os idosos e fazer-lhes alguma companhia. Não foi nisto que pensei quando pensei em voluntariado, mas o erro foi meu em pensar porque pensei do meu ponto de vista - é o egoismo que nos está intrinseco, a nós humanos,  aqui, no seu estado puro. Fiquei de ir lá experimentar, ver como se faz, compreender as necessidades e as rotinas. Não dá para levar o pensamento do "coitadinho" porque senão não duro uma hora; vou estudar estratégias e formas de controlar os sentimentos durante as duas horas semanais que lá vou passar. Vou conhecer-me melhor, conhecer melhor a condição humana, a sua fragilidade e força, e vou certamente crescer muito com tudo isto.
Vou fazer porque é preciso, porque a vida não pode ser só isto, porque se morrermos amanhã temos que deixar alguma coisa em alguém. Vou fazer porque a vida somos nós, todos, e não apenas eu e tu. Não garanto que vá conseguir, mas vou tentar e vou dar o meu melhor, prometo.

Thursday, March 24, 2011

No meu tempo

Nunca pensei dizer isto tão cedo, mas eu ainda sou do tempo em que quase ninguém tinha um computador em casa. Curioso que ao ler o livro "Pequenas Memórias", de José Saramago, pensava nas minhas memórias quando chegasse à idade dele. Claro que com histórias para contar, todos ficamos, uns mais que outros, mas todos temos um percurso de vida, um conjunto de vivências que nos marcam e que, por isso, permanecem connosco para sempre. Mas aquelas pequenas memórias, de escrever num quadro de ardósia, de andar descalço pelos campos, de pescar à linha num riacho, estas, não fazem parte do meu tempo. Então interrogava-me sobre o que iria eu contar quando chegada essa idade. Hoje percebi do que vou falar quando ao telefone com o meu afilhado, ele me perguntou se no meu tempo, nós levavamos o "Magalhões" - como ele lhe chama - para a escola todos os dias:

Eu - Então e estás contente com o teu computador novo?
Ele - Sim.....quer dizer, mais ou menos..... esta internet não é como a da avó....
Eu - É sim, são todas iguais :) Porque é que dizes isso?
Ele - Então, não está aqui nada para eu escrever!! Madrinha, esta internet não tem cá o google.....

A rir-me muito sem ele perceber, lá lhe ditei o endereço do google para ele escrever "na barrinha que tinha umas letras", mas o problema era maior, o pobre do "Magalhões" não tinha mesmo acesso à internet; então expliquei-lhe que era preciso configurar o computador primeiro...."e o que é configurar".... e esta é que foi bem difícil de explicar!! Mais à frente na conversa (que já ia longa, mas ele agora já é um homenzinho com 7 anos, já conversa muito!), perguntei-lhe se levavam o computador para a escola todos os dias, disse-me que não, e aí começou a conversa "do meu tempo":

Ele - No teu tempo vocês levavam o "Magalhões" todos os dias para a escola??
Eu - Oh amor....no meu tempo quase ninguém tinha um computador em casa......
Ele - Não!!?!?!?!?!?
Eu - Não.....e também ninguém tinha portáteis, quem tinha computador, tinha um como o da avó.....
Ele - Ai era........?
Eu - Sim, e a internet era uma coisa muito cara, só se podia estar um bocadinho por dia....e o computador era para toda a gente lá em casa.....
Ele - Aaaaí.....ganda seca Madrinha! Então quando iam passear não podiam levar o computador?
Eu - Não.....
Ele pensou um bocadinho e exclama:
Ele - No meu tempo vão haver carros voadores, e eu vou ter um!!! Achas que também vão inventar motas voadoras???
Eu - Acho que sim.....
Ele - Então vou ter antes uma mota voadora e vou voar pelo espaço!

E é isso mesmo, eu ainda sou do tempo do spectrum, das disquetes, da internet por modem que demorava uma eternidade e fazia uns apitos irritantes....eu ainda sou do tempo..... e cada vez mais vou ser! Venham essas motas voadoras, que também vou ser cota pa comprar uma! :P

Saturday, March 12, 2011

Como ratinho na roda

Curioso ter encontrado esta imagem hoje numa notícia.


Porque pouco tempo depois de ter mudado de projecto e consequentemente de equipa, conclui que somos como o rato na roda: só pode correr. E quando digo "somos" não estou a generalizar, estou a referir-me ao estado actual de todas as equipas daquele projecto. Não há opiniões, não há forma diferente de fazer as coisas, não há tempo e quase não há liberdade de expressão.... e como quem me conhece sabe, se há coisinha que eu não consigo, é ficar calada. Uma coisa é certa: há mais que uma hipótese, mas quando o rato sai da roda, ela continua a girar, mas depois pára. O rato que corre na roda é o mesmo que a faz girar. Analogias à parte, seguir especificações mal desenhadas sem qualquer outra explicação não é desenvolver software. E mesmo que seja, já não se usa. Basicamente, eu estava à beira do abismo e dei um passo para trás. O problema é que estava de costas.

Mas enfim, não estou sozinha na luta e isso já ajuda muito. Não se perdeu tudo, ganhou-se uma equipa unida e bem disposta e isso faz, realmente, toda a diferença :)

E por falar em luta, ganhámos a Eurovisão :)

Thursday, March 03, 2011

Presentinhu

Os The Gift editaram qualquer coisa que não é um álbum dos The Gift. É qualquer coisa ao lado, mas que não é The Gift. E o pior é que eu acho que eles ainda não se aperceberam disso. A ideia de vender o álbum online pelo que cada pessoa quiser dar, foi uma boa ideia. Recebe-se todos os dias uma música do álbum e assim se vai conhecendo o novo projecto. Eu dei 7,77 €. Não que não valesse mais, mas para o comprar, achei que era um bom preço ;)
A primeira impressão não foi boa. Confesso que estou um bocadinho desiludida, tanto que umas das músicas já tinha ouvido na rádio e parado para pensar que conhecia aquela voz de algum lado, mas logo interrompi este pensamento com outro do género "Não pode ser, não tem nada a ver". O facto é que quiseram fazer diferente, não quer dizer que tenham feito melhor. Enfim, para já deixo-vos esta, que me parece a melhor:

Wednesday, March 02, 2011

Sonhei....

Sonhei que era mais nova (ai, ai os sonhos realmente....!) e que estava com uma amiga que me era muito próxima. Íamos lanchar com os pais dela, mas o pai era tão "protector" (ou maníaco mesmo!) que para ninguém nos ver na rua, encolhia-nos e colocava-nos dentro da cabeça dele (!!!!). Então nós ficávamos muito, muito pequeninas e a visão da rua que tínhamos era de dois grandes buracos que eram os olhos do senhor. Era como se estivéssemos no cinema: estávamos sentadas numas cadeirinhas, tudo escuro à volta, e no lugar da tela, estavam duas janelas grandes e redondas que nos permitiam ver para onde o senhor olhava. Quando chegámos à pastelaria, voltámos a ficar grandes e lanchámos todos sentádos à mesa. Lembro-me ainda de ter ido ao balcão escolher um bolo para comer, mas estavam todos pendurados no tecto, como que num talho, pendurados em ganchos (!!!). Eu escolhi um deles, com creme por fora, mas ao tirá-lo a senhora viu que era de plástico e disse-me que tinha que escolher outra coisa.

E é assim. É nisto que passo as noites, a sonhar com coisas completamente fora do normal :D Eu acho que é a minha mente a fugir à normalidade, a gritar "Tu não és normal, não queiras ser!!!" E eu não quero. :) E o mais estranho é que é sempre, sempre tudo a cores: o creme do bolo era amarelo, dentro da cabeça do senhor era tudo muito vermelho....devo ser uma pessoa muito colorida, devo, devo :)
Gostei. :)

Thursday, February 17, 2011

"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direcção".
Saint-Exupéry

Wednesday, February 16, 2011

Parabéns


Ao afilhado que faz hoje sete (sete!!!!) aninhos! E enquanto ele conta, orgulhosamente, os anos a passar, eu noto que à sua volta, os papás, os avós e os tios (todos babados), contam memórias que já são tantas e anos que pareceram segundos a passar. O bolo foi do Homem-Aranha (pois claro!) e do Sponge Bob para a escola :) Quando liguei já tinha um camião de legos, mas ainda não tinha recebido todas as prendas, porque ainda não tinham cantado os Parabéns. Lá atrás a mãe gritou "Agora é que é quem tu estavas à espera..." Que bom que estás à minha espera! Que bom que nunca estamos longe e que depois de amanhã já é sexta-feira, dia de beijinhos apertados nas bochechas e de muitos "gosto de ti". Gosto de ti!

Soft kitty, warm kitty



Hoje também vou precisar que me cantem o Soft Kitty.... estava eu a gabar que este ano ainda não me tinha constipado.... :/

Wednesday, February 09, 2011

Produtividade

Existe uma relação inversamente proporcional entre o conhecimento que tens do que estás a fazer, e a tua produtividade. Senão vejamos, quando sabes mais:
  • Vais a mais reuniões
  • Respondes a mais emails
  • Vais a mais reuniões
  • Tiras mais dúvidas
  • Vais a mais reuniões
  • Telefonam-te mais
  • Vais a mais reuniões
  • Lês mais emails
  • Vais a mais reuniões
  • Vais a mais reuniões
  • Vais a mais reuniões
  • Vais a mais reuniões
  • Vais a mais reuniões
Ou seja: quanto mais sabes, menos trabalhas. Acho que descobri o problema da produtividade no que diz respeito ao desenvolvimento de software.....

Agora que ainda sou uma leiga na matéria, vou aproveitar para trabalhar mais qualquer coisinha.

Friday, February 04, 2011

O primeiro dia

Hoje é o primeiro dia na nova ilha, com a nova equipa e os novos colegas que dela fazem parte. O solinho bate na janela e ilumina tudo de forma diferente. É mais luminoso e isso faz muita diferença. Espero que a luz se propague. :)

Wednesday, February 02, 2011

Que parva que eu sou

É outro tipo de canção de intervenção. É Deolinda. É português e é muito bom. Parvos eles não são.



Sinceramente não compreendo porque há risos no vídeo, parece-me um tema muito sério.


Aqui vos deixo a GRANDE letra:


Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar


Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar


Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar 



Palminhas, porque esta gente dá-lhe bué!


Pensamento do dia

Quando disseres mal do teu chefe, pensa que sempre podes vir a ter um bem pior.

Tuesday, February 01, 2011

Tás velho quando....

Dás uma gorjeta ao rapaz que entrega as pizzas porque "coitadinho anda por aí de mota com este frio para ganhar uma miséria ao final do mês".............

Monday, January 31, 2011

Quando

Precisas de 109 projectos no workspace para desenvolver uma feature........alguma coisa não está bem.

Thursday, January 27, 2011

Inner Dinner

As coisinhas que eles inventam para conhecerem pessoas. É um conceito engraçado....mas acho que é só isso. :)


É sempre bom. E não é triste, é só bonito.

Thursday, January 20, 2011

Nem carne nem peixe

No projecto antigo, não posso fazer nada porque já não pertenço à equipa; no projecto novo ainda não posso fazer nada porque não sei o suficiente. Estou no que se chama "o limbo" na mudança de projecto. Lê-se umas coisas, vai-se a umas reuniões, mas ainda é tudo muito lá longe, ainda não faz tudo sentido. Ganha-se experiência, mas perde-se a força de opinião. Enquanto que na outra equipa o que eu dizia já tinha alguma importância e fazia alguma (às vezes muita, vá!) diferença; neste novo projecto nem sempre digo porque, lá está, falta-me o sentido. Há quem lhe chame "vidinha santa", mas sinceramente, espero que não dure muito mais. Parar é morrer. Mas também só paramos se quisermos.

Por agora vou aproveitar. Até amanhã :)

Tuesday, January 11, 2011

Gui, o gostosinho

Sábado fomos conhecer o G. Pequenino e amoroso, lá estava na sua inocência a preto e branco. O mano estava muito excitado com o acontecimento e duvidava se tinha nascido mesmo naquele momento. "Acabou agora mesmo de nascer? Agora? Mesmo agora? E a mãe está onde?", perguntava. A primeira coisa que disse quando viu o mano foi: "Feio, que nem um bode." Isto é amor, mas noutro formato :) Ainda é tudo muito estranho e ainda agora ele o está a descobrir....e nós também! Bem vindo ao mundinho, Gui.


E aqui vos deixo o trailer da melhor animação do ano: Gru, o mal-disposto (Dispecable Me) - alusivo ao nome do post, para quem não percebeu ;) eu hoje estou assim, a explicar tudinho, tudinho :)





Monday, January 10, 2011

Tás velho quando....

Deixas de mandar uma sms depois da meia-noite porque podes acordar alguém......

Friday, January 07, 2011

Thursday, January 06, 2011

Ainda em 2010



Comprei bilhetes para o concerto deste senhor, em Aveiro. Foi uma grande coincidência, dado que eu nem conhecia o grupo, muito menos o vocalista. Um colega comentou comigo que ia ver o concerto e eu comentei com o MQT que eles vinham cá e foi quando descobri que ele afinal gostava muito - bonito como passados 4 anos ainda se descobrem estas pequenas coisas, é bom que assim seja senão também já se sabia tudo! :P Comprei os bilhetes quase um mês antes e já estavam a esgotar, mas como o tuga acha sempre que "o que é de fora é que é bom", não estranhei. Mas fiquei muitíssimo supreendida e adorei o concerto! Acho que rejuvenesceu qualquer coisa em mim. Gosto.
O concerto foi assim, calmo, íntimo, tranquilo; foi ele, o piano e a guitarra e nós ali, enternecidos na melodia. Muito melhor assim do que com toda a banda em palco, pelo menos para uma primeira vez. Agora já era capaz de apreciar toda a gente em palco. Venham eles!

Aqui vos deixo "A lady of a certain age".


 
Todas as letras são como histórias, como alguém que eu conheço gosta muito ******

Vem aí o Guizuxo!

Amanhã nasce o meu segundo sobrinho!!!! :) Nada melhor para começar o novo ano do que uma vida nova - literalmente!
O mano mais velho tinha mesmo, mesmo a certeza que era um mano e não uma mana, desde a primeira ecografia. "E sabes porquê, pai??" - perguntou ao pai cheio de convicção - "É fácil: porque não tinha cabelo comprido!!". Pois claro! Mas haverá coisinha mais simples? Não se via lá o cabelo, por isso era rapaz de certeza! :D

Todos te esperamos, ansiosos por muitas beijocas, Guilherme!

Aniversário, Natal, Passagem de Ano, Ano Novo, Ano Velho e mais qualquer coisa que não me lembro agora

Eu pertenço àquele grupo de pessoas que faz anos no último mês do ano. Tenho para mim que se houvesse outro mês depois de Dezembro, o meu aniversário seria nesse mesmo mês, só para irritar. Fica-se na mesma com mais um aninho no lombo, mas como vem logo o Natal e a passagem para o novo ano, a malta quase não dá conta que já carrego mais esse aninho; fica mais disfarçado. E é este o meu truque para não envelhecer. Pronto, já disse! :)
O ano de 2010 terminou num ápice acompanhado de um turbilhão de emoções e incertezas que me roubaram todo o tempo (o tempo, mais uma vez o tempo!) que tinha dedicado àqueles posts clichés de Natal, Passagem de Ano e, no meu caso, aniversário. Ficou-me a sensação que está alguma coisa por dizer e este post vem nesse sentido. No meu dia de anos foi-me dito que teria de abandonar o projecto onde estava. Mais que mudar de equipa e de chefia, tinha que mudar de line. Não de cidade, mas naquele dia nem disso tinham a certeza. Os motivos não eram justos porque, mais uma vez, era uma questão de números: o projecto não vende e há que realocar pessoas. Para tudo isto me acontecer assim, de um dia para o outro, na altura em que foi e, concretamente, no dia do meu aniversário, só podia ser bom. Não era justo se não fosse bom. Como eu acredito que nada é por acaso, acatei a decisão com ânimo e optimismo. É um novo desafio, uma nova equipa, são outras pessoas e é principalmente a oportunidade de aprender mais, de crescer, evoluir. É isso que pretendo fazer. Foram três anos no mesmo projecto, há quem defenda que é a altura ideal para se mudar, eu vou acreditar que sim. A saudade vai comigo, das pessoas principalmente (até dos indis, váhhh!!), mas vai também a certeza de dever cumprido, de ter dado o meu melhor e da minha falta se fazer notar. Vai ser bom que eu sei!
E posto isto, para quê a tradicional "todo list" de início de ano? Em 2011 tudo começou por ser diferente e não tive que ponderar ou escolher caminhos porque simplesmente.... aconteceu. A diferença está na forma como encaramos o que nos vai "acontecendo". Para a frente é que é caminho e é isso mesmo que planeio fazer: andar para a frente e olhar muito pouco para o que já passou.

Ano novo, vida nova!

Queixinhas

Estamos em Janeiro, estão 18 graus na rua (positivos!!!) e as pessoas queixam-se porque "estão fartos da chuva". É ser insatisfeito. E um bocadinho parvo.


Tuesday, January 04, 2011

Não desistas de mim



Não canta ponta, mas continuo a gostar do senhor; neste caso em particular, da musicalidade.



"Não desistas de mim, não te percas agora....."