Tuesday, September 30, 2008

Vontades

Somos feitos de vontades, movidos a ambições, sonhos, desejos, planos, o que lhe queiram chamar. Eu ultimamente tenho esta vontade que me corrói por dentro e que tenho achado que passava, que era um ideia e não uma vontade. Que era uma possibilidade. Pois não é. Embora não a saiba definir, é uma espécie de querer. Não só porque todos os meus (grandes) amigos estão fora do país, mas principalmente por compreender cada vez melhor que em Portugal evoluir profissionalmente tem preços muito altos, quanto chega a ter algum preço. Não é querer dizer mal, não é não gostar do país onde nasci e que sempre conheci, é antes constatar a dura realidade profissional, onde os direitos passam a ser favores ou apenas uma questão de sorte, onde evoluir profissionalmente é, maioritariamente, uma questão de interesses. Quando se vem da Universidade, creio que tudo isto custa muito mais, não só porque trazemos uma força e uma energia positiva enorme, uma fé em nós próprios, na empresa, uma disponibilidade pura, mas também porque vimos de um meio onde o mérito do nosso trabalho depende de nós: se trabalharmos mais, produzimos mais, atingimos melhor os nossos objectivos. E claro que tenho noção de injustiças e de pequenos tropeços que existem em todo o lado e também não me estou a referir a pessoas que passam a Universidade "às costas" de outros. Não. Estou a referir-me a pessoas dedicadas, a alunos que até andavam ali para aprender alguma coisa. E aprendemos, mais que não seja, a ser independentes no nosso trabalho, autodidactas e responsáveis pela nossa própria organização. E depois.....começamos a trabalhar 8 horas por dia, o nosso trabalho não é apreciado por ninguém, ainda que seja fundamental no projecto e os nossos gestores são os que andaram "às costas" durante o percurso académico. Não há jovialidade que permaneça optimista quando deparado com um cenário destes. E, mais uma vez, o valor está nas pessoas e se estas não estão felizes, a produtividade não vai ser feliz. Estas são algumas das situações, seria maçador e cansativo enumerá-las todas, algumas pelas quais não passei e que são, certamente, de maior gravidade. Mas enfim...
A juntar a isto um ordenado baixo e com a possibilidade de subir se:
a) O contracto é renovado e aí (talvez!) haja espaço para discussão
b) Mudas de empresa
Pois....e no entretanto a malta começa a pensar em casa, carro, despesas mensais e deixa de ter vontade de viver em Portugal.
Ora tudo se torna mais difícil quando temos amiguinhos muitos lá por esse estrangeiro fora a dizer "ai que fixe isto, que maravilha aquilo". Não é que não queira que eles me contem, ou que tenha este bichinho roedor só por o que eles contam, não. Mas já tive umas quantas más experiências por cá e depois, não preciso de as viver todas para perceber quão más podem ser. Ainda há o peso da idade: a malta é jovem, não tem responsabilidades, não tem ninguém que dependa de nós, os papás mais cedo ou mais tarde, habituam-se, depois até gostam de nos visitar e tudo se resolve! Quanto mais tarde, mais "pesados" somos, menos disponibilidade temos e menos paciência.
Eu nem tinha esta vontade. Quando acabei a Universidade achava completamente desnecessário; era mais a experiência, a novidade, a oportunidade de viver noutro país, de conhecer outra cultura...mas sobre isso achava que existiam outras formas de se conseguir. Hoje acho que é tudo isso e ainda a experiência ao nível profissional, a oportunidade de aprendizagem e evolução profissional, o estar "à prova" nas situações mais imprevistas, o poder conhecer-nos melhor e, claro, mesmo que não queiramos, é o passe de um dia voltar a Portugal e dizer que "estive no estrangeiro"...na verdade não interessa muito a fazer o quê, nem com quem, mas se esteve "no estrangeiro" já é muito bom! :S
É uma vontade e estar aqui a escrever sobre ela significa que cresceu. Não sei se um dia o vou fazer ou não, não estou na fase de procurar ou estar a par do que há ou não para fora do país....aliás, se me perguntassem, nem sabia dizer que país preferia. Pode até ser um capricho e amanhã já não existir. Sei que se permanecer vou ter que parar para pensar sobre ele porque andar a assombrar-me o pensamento não é melhor. Mas lá está, quanto mais o tempo passa mais contras existem, mais medos, mais inseguranças, mais incertezas. E por isso não digo que vou, digo antes que se descobrir que quero muito ir, deixo tudo e vou, só para não passar o resto da minha vida a dizer que "devia ter ido"....

Enfim...são nós que tenho no pensamento :D São formas de me expressar que não estão a ter em conta tudo e todas as situações. É apenas um post, tem o peso que tem. Sou eu.

Giruuuuuuuuuuu!!!

Zen ou nem por isso?

"Ama-me quando menos merecer, porque é quando mais preciso"

É um provérbio chinês que achei espectacular quando o ouvi. E tudo começou com este preciso provérbio que fala de amor, de compreensão e de perdão. Pode falar de uma infinidade de coisas, desde que acreditemos que estão lá e que fazem parte do amor. A questão é que o amor, bem como tudo o que lhe está associado, pode depender da realidade de cada um. Da mesma forma que não vivemos a mesma realidade não experienciamos o mesmo amor e, portanto, todos estamos no direito de achar que este provérbio, ou esta simples frase ou este conjunto de palavras ou letras, não tem qualquer sentido. Talvez não tenha tido o mesmo sentido para todos quando foi dito numa sala cheia de gente, perante uma turma de alunos dispostos a aprender a "ser melhor". Mas, lá está, podemos novamente voltar à ambiguidade de conceitos: ser melhor do que o que sou ou ser melhor do que todos os outros? Ser melhor para mim ou para quem me rodeia? Ser melhor para o mundo? Fazer a diferença nele?
Todos queremos "ser melhores", evoluir, crescer, aprender mais e conhecer melhor, sem muitas vezes pensarmos para quê ou para quem, sem sequer pararmos para medirmos a consequência dos nossos actos, ou mesmo os actos em si. Todos queremos ser muito humanos e sensíveis, inteligentes e compreensivos uns para com os outros, mas quando atingimos tudo isso, não somos capazes de o partilhar ou utilizar para "ser melhor", descobre-se que, afinal, já somos melhores.
Eu não sei o que é "ser melhor", até porque implica saber sobre o quê, sobre quem, implica compreender a comparação e comparar incomoda-me. Somos todos diferentes, não há que comparar. Acredito que possamos ser humanos, que possamos ter valores e ideias pelos quais nos podemos reger, acreditar neles e defendê-los na nossa vida, no nosso dia-a-dia, nas pequenas e enormes situações com que nos deparamos todos os dias. E isto é fazer a diferença. É não desistir quando o mundo desiste; é continuar a ser justo quando se olha à volta e tudo parece injusto; é manter a integridade quando só resta corrupção; é ser frontal e sincero quando só existe hipocrisia. Eu acredito no que me ensinaram, mas cada vez mais me convenço que sou uma privilegiada por ter quem me ensine, quem me corrija, quem me confronte todos os dias com a verdade. É nisto que acredito, nas pessoas. É nas pessoas que reside o conhecimento, a aprendizagem, a evolução. E uns com os outros, todos juntos numa harmonia civilizada, podemos ser "o melhor", o melhor de cada um de nós fará a perfeição. Curiosamente agora recordo um outro provérbio (ou não) que dito no mesmo espaço teve o efeito totalmente contrário:

"Quando Deus estava a decidir onde havia de guardas os segredos mais importantes, as coisas mais valiosas, procurou e pensou muito sobre onde guardar tal valor. Decidiu guardá-lo dentro do coração dos Homens, porque sabia que ninguém ia descobrir, porque iam todos estar muito, muito ocupados com outras coisas."

Por isso sei que ainda falta muito tempo até que todos sejamos o melhor. Sejamos no entretanto nós próprios, que já não é nada mau!

Tempo

Se eu pudesse, implementava o sistema MEO à vida prática, do dia-a-dia. Se soubessem como é bom gritar da cozinha "Põe aí no pause!!!" e continuar calmamente (não sei se este estado existe em mim....mas quando descobrir aviso!) a fazer as minhas coisinhas; só depois ir para a sala, sentar-me calmamente (novamente calma....estou quase lá!), pôr no play e devorar a série ou filme ou entrevista que não queria perder por nada! Imagino todas as noites, quando a meia noite se aproxima, sorrateira, este sistema à distância de um botão: quando sentisse que o tempo se estava a esgotar, esperava sorridente até ao último minuto, ao último segundo, para vingar e carregar no pause :D Depois ia arranjar as unhas, postar no blog, ver o mail, ver amarelos e rir muito em voz alta, acabar de ler "aquele" livro que está sempre na mesinha de cabeceira, namorar um bocadinho mais....e só depois, depois de me fartar de fazer tudo aquilo que gosto, tudo aquilo que maioritariamente coloco em segundo lugar porque "não tenho tempo", depois de muito deste "tempo", carregava no play e ia dormir, feliz e muito mais completa! Enfim.....nunca vou ser uma grande gestora se tudo gerir tão bem como o meu próprio tempo. O mais caricato é que sei que o tempo é o que fazemos dele e as prioridades na nossa vida somos nós que estabelecemos. Eu sei, mas deslizo sempre no tempo, tanto no que tenho como no que ainda está para vir.....é, nestas coisinhas sou muito papá!
Bom, ao menos existe a consciência disso mesmo....!

Tava Balofa

Como já é sabido, sou fã dos Gatos, todos. Especialmente dos fedorentos. Embora ache que podiam, efectivamente, ser mais balofos, mas continuo a achar muita piada aos meninos.



Este sketch é um dos meus preferidos e desde a primeira vez que o vi, na Rua do Raymundo n.º 81 no tátil da nha gaija :), que se usam expressões como "Tava balofa" ou "Luzidia" para toda e qualquer situação que envolvesse (ou não! :D ) excesso de peso. E heis que dou por mim com mais 3 Kg desde que cheguei à bonita cidade de Aveiro. Ora.....isso mesmo: tava balofa!
Bom, balofa, balofa não, que isto de roçar o gigante também tem que ter vantagens :D O pior nem é a silhueta, é mesmo a quantidade de roupa que ali tenho e que insiste em me apertar!! :S E pior...a saúdinha! E não que coma desalmadamente ou que tenha refeições menos saudáveis, não senhores, a diferença é só uma: andar a pé. Portanto, agora vou ali dar uma corridinha e venho ja :|

Friday, September 26, 2008

TODO

/*TODO: Postar no bog, com tempo e calma....*/

Thursday, September 11, 2008

Profundo

Ontem, quando finalmente fui tratar da prova de esforço e ecocardiograma e tudo e tudo, dei com esta frase solta numa parece branca:

Sofremos muito com o pouco que nos falta....e gozamos pouco com o muito que temos.

Simples, mas extremamente verdadeiro. Fez-me pensar em quantas vezes já tenho parado para pensar isso mesmo, ainda que por outras palavras. Chego até a pensar que é vicioso, cíclico. Começamos a lamentarmo-nos disto, depois daquilo e, claro, há sempre alguém ao nosso lado que também se lamenta, que está desiludido ou desapontado com algo até chegar ao ponto de nos lamentarmos só por lamentar, porque já é hábito nos queixarmos que nos falta qualquer coisa, ou que qualquer coisa está mal. A última vez apercebi-me a tempo e decidi que não ia mais alimentar queixas ou lamúrias. Espero pensar sempre a tempo.

Se pensarmos bem, todos têm de que se queixar, uns mais que outros. Na verdade, tudo depende da importância e prioridade que damos às coisas. É uma questão de perspectiva. Uma dona de casa pode ter tanto stress como um grande empresário, se colocar na sua profissão todo o peso e foco da sua vida. Não tem que ser necessariamente a profissão ou a responsabilidade dela que traz o cansaço, a vida agitada ou as situações de alta pressão, tudo isto somos nós que construímos e que permitimos que exista, tudo isto está dependente das prioridades que temos na nossa vida e da importância que damos às coisas, às pessoas e às situações. A nossa vida depende, maioritariamente das escolhas que fazemos e isso, tem tanto de excitante como de assustador....mais uma vez, é tudo uma questão de perspectiva.

Enfim, pensamentos à parte, estou muito saudável, obrigadinha! :P

Tuesday, September 09, 2008

Piada à la Oso

O livro de matemática suicidou-se. Sabem porquê? Tinham muitos problemas!!!

:D

Novo tempero

É assim, quando se pede aos meninos para adiantarem o jantar, nomeadamente fazer a salada, fica-se com a saladinha temperada com estragão e jura-se a pés juntos que são orégãos!!
Ora.....eeeerrrr.....não é porque está na prateleira das especiarias e que tem ervinhas lá dentro, que tem que ser necessariamente óregãos, o facto é, que existem mais ervinhas enquanto especiarias. É sempre uma aventura! 8-)

Friday, September 05, 2008

Complicadinhos

Há pessoas que nascem com complicómetros, normalmente na instância máxima. No que toca a código é um pesadelo. Já desligavam essa m$#%a!!!!

Tuesday, September 02, 2008

És capaz de te engasgar......

Exóticos

Qual é o problema de parecerem que levaram um murro??? São exóticos, e depois? Eu cá por mim gosto de todos e também podia ter um destes....aliás, um de cada! Tenho dito.



:D

Haverá o quê???


Pois dizia que ia haver sangue, e quando assim é, eu vou buscar uma manta (sim, mesmo em Agosto!) e enrolo-me muito entre a manta e o meu gaijo e fico à espera de ter muito medo e de me assustar muito! Pois mas......não foi bem o caso. Sangue, nem vê-lo, só do negro mesmo....ah sim, era o trocadilho do petróleo que deve ter sido a parte mais emocionante do filme! Hiei. Enfim, o que mais me chocou nem foi a história, porque até acho que havia ali qualquer coisa, (e bons actores sem dúvida!) o mais chocante foi mesmo a banda sonora! Nunca eu me tinha apercebido da importância da banda sonora num filme, talvez porque, até à data, se tinham adequado às situações, aos momentos a decorrer no filme. Pois quando pela música, se pensa numa cena totalmente oposta à que está a acontecer, aí sim, vemos a importância da banda sonora do filme. Mas pronto, como se aprende sempre qualquer coisa, eu aprendi sobre petróleo, sobre como se abriam os poços e como se tirava de lá o óleo-que-vale-ouro. Mas daí a ter 3 cds do senhor de idade a tirar petróleo.....epa não! Ainda por cima morre no fim. Já disse! Ao menos morria no meio, sempre havia o tal sangue que tanto falava! Pfffffffff, fraquinhu.

Figos da Índia

Eu não sei se eles são ou não da Índia, nem me convém que sejam, porque ando farta de indianos até aos olhos! Mas o que é facto é que eles existem, e aqui a alentejana sabe bem do que fala. Pois bem, mais uma vez os meninos aqui do norte/centro/cena ficaram muito espantados quando eu digo que "faz lembrar os figos da índia....". Ninguém conhece figos da Índia??? E começa o inquérito na empresa: Alguém conhece figos da Índia?? E ninguém. Até que uma rapariga diz que só conhece figos do Diabo....e aí começo a associar os indianos ao Diabo, o que não facilita a nossa relação de coleguinhas......hummmmmm. Ok, pelos vistos também se podem chamar de figos do Diabo, dado que são rodeadinhos de picos, muito fininhos, mesmo propositados para se cravarem - literalmente - nos dedinhos! Então, figos da Índia (ou do Diabo, ou qualquer coisa assim) são frutos que nascem no topo dos cactos ou, dado o nome dos frutos, figueiras-da-índia ou ainda, figueiras-do-inferno (reparem na adaptação do nome de Diabo o fruto para ser do inferno a árvore). Aqui vos deixo uma foto

E comem-se sim senhores! E são bons sim senhores! Ora estes figos, depois de cuidadosamente apanhados e com o igual cuidado, se retirarem todos os picos que neles existem, descascados, são uma verdadeira delícia! :D
E claro, tratando-se de cactos e alentejo, veio logo a piadinha de "isso só mesmo no deserto"! Ah ah ah. Mas a gente no alentejo sabe comer bem! É à confiança ;)

?

Abra uma conta num banco qualquer....e ganhe um CD de Jorge Palma???????

Mas a sério....isto é o quê????? Oh valha-me.........